quarta-feira, 30 de junho de 2010

Boa tuitada do Kalil

Alexandre Kalil anunciou via twitter a contratação de Diego Souza.
Como qualquer jogador, uns vão gostar e outros vão criticar.
No entanto, é inegável que Diego é um jogador acima da média e será muito útil ao meio do Galo.
A última imagem dele não foi boa. Aqueles gestos e a falta de um pedido de desculpas ao torcedor palmeirense foram posturas equivocadas.
Entretanto, em campo, motivado, ele tem tudo para render e muito.
O meio, que se mostrava carente na criação e na chegada ao ataque, tem um jogador que faz bem a aproximação.
Não custa nada lembrar que Diego Souza fez parte da seleção do Dunga e até poderia estar na África.
Deixando Diego Souza de lado, é inevitável o questionamento: será possível montar o time antes do meio do ano?
Analise o meio de campo, veja as mudanças nas laterais, dê uma olhada no ataque e pasme ao ver o gol!
Uma contratação ou outra é sempre bom, mas o time todo?
Será que a lição foi aprendida e em 2011 o time estará montado antes de julho?
Tomara que Maluf introduza suas ideias e que Luxemburgo cuide apenas do campo, afinal de contas, como gerente... tá difícil!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Holanda é diferente

Assim que saiu sorteio dos grupos, muitos passaram a apontar o grupo G como o grupo da morte. Não dava para comparar com o grupo da Holanda em 2006, que tinha, além dos holandeses, Costa do Marfim, Argentina e Sérvia.
Os adversários do Brasil, na primeira fase, eram Costa do Marfim, Portugal e Coreia do Norte.
O primeiro teste duro seria a Costa do Marfim, o Brasil superou até com alguma facilidade.
O jogo contra Portugal foi duro, mas não valia a classificação e ganhou ares de amistoso.
A primeira eliminatória foi contra o Chile, que mostrou um bom futebol - mas é sempre batido pelos brasileiros. O primeiro grande clima de decisão é agora, sexta feira.
A tabela mostra que Brasil e Holanda se encaram e só um passa.
A Holanda, além da camisa bonita e da torcida feminina, é sinônimo de bom futebol.
A escola de Cruyff formou vários jogadores sensacionais e a Copa da África do Sul exibe o talento de dois finalistas da CL: Robben e Snejder.
Os dois são ótimos jogadores. Envolventes, técnicos, sóbrios, finos e mais.
A Holanda ainda conta com o operário Dirk Kuyt.
Ele não é brilhante, mas não deixa de ser útil em nenhum minuto na partida.
Com a liberação do departamento médico de Robben, Kuyt chegou a ter ameaçada a sua vaga de titular, mas o rendimento em campo fez com que Van der Vaart perdesse a condição de titular.
O Brasil cresceu bem e na hora certa e pega a Holanda que não precisou derramar uma gota de suor para se classificar, mas é muito boa.
Teste para os dois.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Japão e Estados Unidos

Antes de qualquer Copa começar, sempre, Alemanha, Argentina, Brasil e Itália são favoritos. É normal que apareçam as forças emergentes, que podem ser a Holanda, Suécia (na época do Larsson), Portugal e Espanha. Entretanto, o que parecia impossível está acontecendo. É inegável a evolução do futebol dos Estados Unidos. A final da Copa dos Confederações mostrou isso claramente. Atualmente, o que pesa aos americanos, é a falta de vivência ou maturidade nas decisões. O time melhorou muito! Donovan e Dempsey são muito bons e eficientes. Já até me permito pensar que um dia os Estados Unidos serão campeões do mundo.
Em um patamar inferior está o Japão. Os japoneses também experimentaram um crescimento. O futebol em campo ainda precisa ser melhor testado, mas é interessante.
Algo une os dois países que já não engatinham mais no futebol: a dedicação.
Desde cedo, na escola, americanos e japoneses são convidados a pensarem competitivamente.
E ser competitivo no futebol é um bom caminho andado.

O TEMPO de 25.06

O Dunga do Brasil e o Brasil de Dunga

Talvez muitos não se lembrem, mas Dunga é um caso típico de vilão que virou herói. Apontado como símbolo de uma era de fracasso em 90, ele deu a volta por cima e foi o capitão que ergueu a taça quatro anos depois. Mais que os bons passes e a combatividade, Dunga foi conhecido pelo temperamento. Em 98, assumindo o personagem, o capitão resolveu dar cabeçadas em Bebeto em pleno jogo de Copa. O tempo continuou passando e o atual treinador deu alguns pitacos como comentarista em outra Copa. Infelizmente, o atual treinador continua interpretando o personagem que ofusca o seu trabalho. Também não concordo com as críticas sobre o modo de vestir do treinador, acho que é falta de assunto e falta de algo mais, no entanto, todos temos opiniões e pontos de vista diferentes o que nos faz únicos. Dunga mesmo teve que rever conceitos. Ele custou para se render e convocar Luiz Fabiano. A imprensa não deve ser vista como rival ou amiga, é apenas parte do processo de informação. Seria muito melhor se o treinador não buscasse a afirmação o tempo todo e seria muito bom também, se a roupa dele não fosse avaliada na imprensa.

Portugal- O estilo de jogo de Portugal é interessante para o Brasil. Carlos Queiroz sabe que não adianta partir para cima da seleção, entretanto, a vocação de Portugal é mais ofensiva. Não há como segurar um Cristiano Ronaldo e falar que é pra ele marcar. Se nossos patrícios derem espaço, o Brasil ganha o jogo.

2014- França e Itália já se foram e não deixaram saudade. A França foi uma piada de desencontros e a Itália apostou em uma geração pouco criativa. A mística de que os italianos se agigantam não é tão verdadeira. Nas vezes em que eles cresceram depois das dificuldades os times era melhores. Em 2006, Toti e Del Piero estavam em campo. Em 82, Rossi e Bruno Conti.

Evolução- É inegável que as seleções da América do Sul são os destaques do Mundial. O Chile ainda corre risco, mesmo assim o desempenho é altamente positivo. Brasil, Uruguai e Paraguai optam por defender bem e atacar em velocidade. Argentina e Chile se fecham, mas priorizam o jogo ofensivo e bom toque de bola. O duelo é estilos e quem ganha é o hemisfério.

Maluf- Qual leitura é possível ser feita com o acerto de Maluf com o Atlético? Maluf só aceitou correr o risco de rejeição por acreditar no projeto. Tudo indica que o caminho pode ser melhor. Outro ponto a ser avaliado é que o gerente Luxemburgo tem seus poderes diminuídos. A tendência é que o trabalho de campo melhore.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O clichê do Ballack

Eu também já caí na máxima das máximas da seleção alemã.
Entendo que a ausência do capitão Ballack interfira no futebol alemão, no entanto, a Alemanha de Joachim Low pode estar vivendo a oportunidade de se livrar de um paradigma chamado Michael Ballack.
Qual é a verdadeira posição do capitão? Ballack é o que poderíamos chamar de um volante/meia, ou um meia defensivo. Ele cria mais que Schweinsteiger? Ele marca mais que Khedira?
A contusão de Ballack não será a culpada por uma eliminação e poderá ser a estratégia correta para uma nova Alemanha.
O atual meio de Low não tem um volante pegador e valoriza mais a posse de bola.
Aproveita Low!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Muito trabalho para a França

A desclassificação da França não chegou a ser uma surpresa e foi muito merecida.
O time não apresentava futebol há algum tempo e, dentro da Copa, as vaidades e os conflitos tomaram um corpo maior que o esperado pelo perdido Domenech.
Vários foram os conflitos e creio que nunca saberemos tudo o que aconteceu na concentração. A imagem que fica é a pior possível.
Blanc, ex-zagueiro campeão do mundo, será o novo comandante e deverá dar oportunidade a Benzema, Ben Arfa e Nasri, no entanto, mais que escalar uma equipe e abrir espaços aos jovens, Blanc terá que transmitir o conceito de seleção aos atletas.
Duro o trabalho do zagueirão.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O episódio da coletiva

Preferia não entrar no assunto, mas o twitter bombou e eu acabei entrando no assunto lá e não achei justo com quem me acompanha só aqui.
Não é preciso lembrar a todos o que aconteceu após a vitória contra os marfinenses.
O que era para ser uma entrevista com sabor de vitória tomou ares de embate contra o maior adversário que Dunga pensa ter.
A relação de Dunga com a imprensa não é boa desde os tempos de jogador.
Erros existiram dos dois lados. Exageros dos dois lados.
Entretanto, Dunga sempre fez do estilo Schwarzeneger um modo de afugentar e, ao mesmo tempo, atrair.
Afugentava quem poderia ser uma ameaça e os mais simples e atraía quem tem estômago para gestuais e afins.
Foi bonito ver o gestual na vibração do gol de penalti na final da Copa.
Foi feio e triste ver a cabeçada em Bebeto em 98.
Aquilo não era liderança. Tanto que alguns jogadores daquela seleção falaram com ele para abaixar as armas e parar de representar o durão.
Pergunta: onde estava o Schwarzeneger brasileiro quando Zidane mandou e demandou em campo?
A imprensa também seus trapalhões e seus machões.
Vários adoram agredir, ofender, tirar onda.
Acho ridículo e mesquinho avaliar a vestimenta do treinador.
Soa como coisa de bobo e pobre de espírito medir a pessoa pelo que ela veste.
Também não faz parte das atribuições da imprensa ofender ninguém.
Em nenhuma escola de comunicação devem ter ensinado isso.
Dunga nunca compreendeu o papel da imprensa.
Ninguém tem que aplaudir, ninguém tem que torcer.
O profissional da imprensa pode opinar e deve reportar o que se passa com a seleção.
A convivência não precisa ser agradável e sorridente, mas precisa ser respeitosa dos dois lados.

Confusão

Muitas pessoas confundem o episódio isolado contra o Alex Escobar com uma possível revolta contra o sistema, contra a TV Globo.
A CBF diminuiu as exclusivas da Globo e chegou a sugerir que a TV prejudicou a campanha de 2006. Amigos, peço um segundo de reflexão. A Globo invadiu ou combinou as exclusivas?
A CBF tinha dois ou três patrocinadores e hoje tem quase dez. A CBF cedeu espaço e aproveitou bem o espaço que a Globo deu.
Quer dizer que a Globo é o diabo e a CBF é deus? Dunga é um anjo?
Não existem santos em relações comerciais.
Dunga novamente encarnou o personagem e quer fazer vítimas.
Quem tem opinião e não concorda com ele é inimigo e aos inimigos o olhar é mortal.

Mais equívocos

A imprensa sabe quem é Alex Escobar e por ele muitos compraram a briga.
Escobar é muito acima da média. Boa pessoa, íntegro, sorriso aberto, observador e lutador.
Fácil comprar a briga por ele.
Entretanto, quando Muricy esbravejava nas coletivas do São Paulo, vários jornalistas riam dos colegas.
Quando Leão fazia o mesmo, outros tantos gargalhavam.
A imprensa é como a sociedade. Taí uma boa oportunidade para repensar nossas vidas profissionais.