Pela 18ª rodada, Barcelona e Real Madrid golearam e a diferença que separa as duas equipes continua sendo de apenas dois pontos.
Virada em Madrid
No Santiago Bernabéu, Real Madrid e Villarreal fizeram um jogo eletrizante.
Tradicionalmente, quem enfrenta Real Madrid ou Barcelona, sempre joga para perder de pouco, para não ser goleado. É mais do que normal vermos adversários recuados em seu campo de defesa, em muitas das vezes acuados, tentando suportar a pressão dos gigantes.
O Villarreal fez diferente, não se intimidou e, mesmo com os desfalques de Marcos Senna e Nilmar, partiu para cima do Real. Comandado por Capdevila, o submarino amarelo ditou o ritmo do primeiro tempo. Na base do toque rápido, e com muitas triangulações, envolveu a equipe merengue.
O Real Madrid se assustou com a postura adotada pela equipe visitante, e nas arrancadas de C. Ronaldo buscava, sem sucesso, mostrar quem era o dono do Bernabéu. No meio, Diarra auxiliava Xabi Alonso na marcação e Ozil era o homem de ligação.O Alemão conduzia a bola pelo meio e buscava abrir o jogo pelas pontas acionando C. Ronaldo e Di Maria que jogavam aberto pelos lados do campo.
A estratégia merengue não superou a marcação do Villarreal e o time visitante, logo aos seis minutos, abriu o placar. Após triangulação na entrada da área, o atacante Cani desviou de Casillas e empurrou para as redes.
A resposta madrilista veio logo na sequência: no primeiro lance em que o Real Madrid colocou a bola no chão, Ozil tabelou com Benzema, recebeu ótimo passe na grande área e rolou para C. Ronaldo, livre de marcação, empurrar para as redes e empatar a partida, 1 a 1.
Apesar de sofrer o gol, a equipe do Villarreal não se assustou, continuou pressionando, jogava mais que o Real Madrid e seguiu ditando o ritmo da partida. A receita era simples: dar velocidade ao jogo, explorar todos os espaços na defesa merengue enquanto o Real Madrid ainda procurava se acertar em campo.
Aos 17 minutos a estratégia mais uma vez funcionou. Após boa roubada de bola, o meia Bruno aproveitou o vacilo da defesa do Real Madrid, que tentou fazer a famosa linha de impedimento, e fez ótima enfiada de bola para o atacante Rubén encobrir o goleiro Casillas e novamente colocar o Villarreal na frente , 2 a 1.
Se ao sofrer o primeiro gol o time merengue não se abateu, ao sofrer o segundo o Real Madrid sentiu o golpe. O nervosismo tomou conta da equipe e com Benzema e Di Maria apagados, o time merengue apostava todas suas fichas em C. Ronaldo. O português lutou muito, suas arrancadas eram sempre perigosas, mas Ronaldo pecava nas finalizações.
Nos minutos finais da primeira etapa o time merengue encontrou no lateral Marcelo uma boa opção de ataque. O brasileiro jogou bem, sua participação de forma mais ativa influenciou direitamente o desempenho do Real Madrid em campo e a equipe melhorou. O time merengue ganhou mais velocidade e, pelo lado esquerdo do seu ataque, criou boas oportunidades. Aos 46 minutos, após cobrança de falta, o Real Madrid conseguiu chegar ao gol de empate. Xabi Alonso alçou a bola na área adversária e C. Ronaldo desviou para o fundo do gol, 2 a 2.
Segundo tempo:
Com o empate no placar, Mourinho resolveu reforçar a marcação no meio. O treinador sacou Diarra e em seu lugar colocou em campo o alemão Khedira. Com o reforço na marcação, Ozil, Di Maria, C. Ronaldo e Marcelo tiveram mais liberdade para atacar e o jogo mudou de enredo, quem dava as cartas agora era o Real Madrid.
O Real teve mais pegada e os homens de criação do Villarreal não tiveram a mesma liberdade que tiveram na primeira etapa e pouco produziram. Com o jogo empatado, e com um adversário dando sinais de que lutaria pela permanência do empate no placar, Mourinho resolveu arriscar, sacou o zagueiro Albiol e, aos 24 minutos, colocou Kaká em campo. Com a entrada de Kaká o Real Madrid seguiu pressionando e aos 34 minutos, mais uma vez, C. Ronaldo marcou. Após cruzamento de Kaká, C. Ronaldo disputou a bola com o goleiro Diego Lópes e, aos trancos e barrancos, conseguiu empurrar para o fundo do gol, Real Madrid 3, Villarreal 2.
A virada incendiou o Bernabéu e três minutos depois foi a vez de C. Ronaldo cruzar e Kaká marcar. Placar final: Real Madrid 4, Villarreal 2
Barcelona:
Jogando contra um Deportivo todo recuado, o resultado era previsível: mais uma goleada catalã.
Acredito que enfrentar a equipe catalã coloca os adversários diante do seguinte dilema: se tento encarar o Barça, fatalmente serei goleado; se ficar apenas me defendendo, com muita determinação e aplicação tática, tenho a chance de não ser goleado e, com o passar do tempo, quem sabe o Barcelona não se desespera, perde a concentração e assim assumimos o controle do jogo? Quem sabe se ....., talvez o Barcelona........
Resumindo, a situação é a seguinte: se correr o Barça pega, se ficar o Barça come!
O Barcelona é um time frio, paciente, não tem pressa de chegar ao gol, trabalha a bola durante um bom tempo e espera o momento certo de dar o bote.
No duelo contra o Deportivo os gols demoraram a sair, mas o Barcelona construiu o placar com naturalidade. Villa, após receber passe de Messi na pequena área, abriu o placar aos 26 min. do primeiro tempo.
Os outros três gols só vieram na segunda etapa. Messi,aos seis, em ótima cobrança de falta; Iniesta aos 33, no melhor estilo Messi, dominou a bola pelo lado direito do ataque, trouxe para o meio e bateu cruzado, de perna esquerda, no canto direito do goleiro Aranzúbia; aos 35 min., Pedro decretou mais uma goleada do Barça, placar final, Deportivo 0 x 4 Barcelona.
O Barcelona continua na liderança, agora com 49 pontos, dois a mais que Real Madrid que segue na cola do líder com 47. O Villarreal segue na terceira posição com 36, onze pontos atrás do Real Madrid. O Deportivo, que não lembra em nada aquele Deportivo dos tempos áureos de Bebeto, ocupa a modesta 13ª posição com 21 pontos. (VR)
Colaboração: Vander Ribeiro
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Uma homenagem a Messi
Em agosto de 2008 publiquei um post elogiando a Pulga Messi.
Hoje, dia em que ele foi eleito pela segunda vez melhor do mundo, vale a pena relembrar.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
A PULGA VENCEU
Lionel Messi era apenas um rapaz latino-americano. E mais, ele seria apenas um minúsculo rapaz latino-americano.
O talento na prática do futebol mudou a história de vida dele.
É muito simplista constatar as qualidades dele como um astro do futebol.
Melhor é tentar compreender quais caminhos o futebol transformou.
Não limite seu pensamento ao mau humor e a resignação.
Entre na história dele. O muito pequeno rapaz argentino de 14 anos convivia com problemas nos hormônios de crescimento e passava a enfrentar outros desafios.
A família não poderia mais pagar o tratamento. Lá, como cá, o sofrimento de nossos filhos é deixado de lado pelas autoridades e o governo não poderia bancar o tratamento.
Poderíamos aqui começar um discurso revolucionário... não começaremos!
Quem não faria de tudo para aliviar o sofrimento de um jovem talentoso condenado a parar de crescer , e, conseqüentemente, parar de brilhar como um promissor jogador de futebol. A família dele deu ouvidos aos empresários do FC Barcelona.
As promessas eram muitas e a maior delas era a de que o pequeno Pulga - apelido de infância por causa do tamanho- teria o tratamento adequado custeado pelo clube.
A família, então, passou a ajudar a escrever uma página de muito talento no futebol mundial.
Messi cresceu e cada centímetro dele vale ouro.
O talento cresce a cada dia e a legião de admiradores também. No jogo pelas eliminatórias da Copa do Mundo, no Mineirão, a torcida brasileira prestou uma inesperada homenagem. Quando o pequeno Pulga saiu de campo o que se viu foi uma rivalidade histórica dar lugar aos aplausos e gritos de “Messi, Messi”.
Poucos jogadores no futebol mundial têm a mesma intimidade com a bola que Messi mostra ter. Ele brinca com a redonda. Ela aceita o seu chamado.
Lionel Messi tem uma jogada fatal. Ele, canhoto de tudo, pega a bola pela direita, e, conduzindo com a perna esquerda, faz uma avançada na diagonal até ser bloqueado com falta, ou, até o gol.
No jogo das Olimpíadas o que se viu foi um sistema de marcação brasileiro preocupado com o talento do craque argentino. Mesmo assim não deu.
Afinal de contas ficar livre de uma pulga não é fácil. Agora todos nós sabemos o que a maior Pulga pode fazer. Fomos vítimas do talento.
Postado por Blog do Marra às 16:27
Hoje, dia em que ele foi eleito pela segunda vez melhor do mundo, vale a pena relembrar.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
A PULGA VENCEU
Lionel Messi era apenas um rapaz latino-americano. E mais, ele seria apenas um minúsculo rapaz latino-americano.
O talento na prática do futebol mudou a história de vida dele.
É muito simplista constatar as qualidades dele como um astro do futebol.
Melhor é tentar compreender quais caminhos o futebol transformou.
Não limite seu pensamento ao mau humor e a resignação.
Entre na história dele. O muito pequeno rapaz argentino de 14 anos convivia com problemas nos hormônios de crescimento e passava a enfrentar outros desafios.
A família não poderia mais pagar o tratamento. Lá, como cá, o sofrimento de nossos filhos é deixado de lado pelas autoridades e o governo não poderia bancar o tratamento.
Poderíamos aqui começar um discurso revolucionário... não começaremos!
Quem não faria de tudo para aliviar o sofrimento de um jovem talentoso condenado a parar de crescer , e, conseqüentemente, parar de brilhar como um promissor jogador de futebol. A família dele deu ouvidos aos empresários do FC Barcelona.
As promessas eram muitas e a maior delas era a de que o pequeno Pulga - apelido de infância por causa do tamanho- teria o tratamento adequado custeado pelo clube.
A família, então, passou a ajudar a escrever uma página de muito talento no futebol mundial.
Messi cresceu e cada centímetro dele vale ouro.
O talento cresce a cada dia e a legião de admiradores também. No jogo pelas eliminatórias da Copa do Mundo, no Mineirão, a torcida brasileira prestou uma inesperada homenagem. Quando o pequeno Pulga saiu de campo o que se viu foi uma rivalidade histórica dar lugar aos aplausos e gritos de “Messi, Messi”.
Poucos jogadores no futebol mundial têm a mesma intimidade com a bola que Messi mostra ter. Ele brinca com a redonda. Ela aceita o seu chamado.
Lionel Messi tem uma jogada fatal. Ele, canhoto de tudo, pega a bola pela direita, e, conduzindo com a perna esquerda, faz uma avançada na diagonal até ser bloqueado com falta, ou, até o gol.
No jogo das Olimpíadas o que se viu foi um sistema de marcação brasileiro preocupado com o talento do craque argentino. Mesmo assim não deu.
Afinal de contas ficar livre de uma pulga não é fácil. Agora todos nós sabemos o que a maior Pulga pode fazer. Fomos vítimas do talento.
Postado por Blog do Marra às 16:27
Sem Jonathan, Kléber e Leonardo Silva - Cruzeiro precisa se reforçar
O rótulo de Grupo da Morte ainda não fez a "ficha" da direção do Cruzeiro cair.
A carência óbvia do início do ano no comando de ataque ainda não foi resolvida e o time ainda viu Jonathan reforçar a equipe do Santos.
Para enfrentar adversários fortes o Cruzeiro precisa se reforçar.
É certo que Montillo deu uma qualidade no setor da inteligência que o time não dispunha, entretanto, vale um pensamento recheado de obviedade: se com Jonathan, Leonardo Silva e Kléber no ataque o time não conseguiu passar das quartas, sem eles o time passará?
É certo que o Cruzeiro tem estilo e mostra uma força no meio campo que o diferencia, mas e a conclusão? Wellington Paulista, que está machucado, dará conta do recado?
Base
Apostar no trabalho feito nos juniores pode dar resultado, mas deixar a solução nas mãos dos meninos não parece ser a medida mais acertada.
Dudu e Thiaguinho são inexperientes e frágeis fisicamente. Estarão expostos a uma disputa que usa e abusa do choque.
Promover os garotos é justificar a falta de ambição.
É a quarta Libertadores consecutiva, era hora de chegar para ganhar.
No entanto, sem investir um pouco mais...
Ao menos repor, mas nem isso.
Alguém poderá me lembrar que Elias não está mais no Corinthians e que o adversário ainda não se reforçou, o que é verdade, mas a origem do pensamento está equivocada.
O Crizeiro deve olhar para ele e não para os erros dos outros.
A carência óbvia do início do ano no comando de ataque ainda não foi resolvida e o time ainda viu Jonathan reforçar a equipe do Santos.
Para enfrentar adversários fortes o Cruzeiro precisa se reforçar.
É certo que Montillo deu uma qualidade no setor da inteligência que o time não dispunha, entretanto, vale um pensamento recheado de obviedade: se com Jonathan, Leonardo Silva e Kléber no ataque o time não conseguiu passar das quartas, sem eles o time passará?
É certo que o Cruzeiro tem estilo e mostra uma força no meio campo que o diferencia, mas e a conclusão? Wellington Paulista, que está machucado, dará conta do recado?
Base
Apostar no trabalho feito nos juniores pode dar resultado, mas deixar a solução nas mãos dos meninos não parece ser a medida mais acertada.
Dudu e Thiaguinho são inexperientes e frágeis fisicamente. Estarão expostos a uma disputa que usa e abusa do choque.
Promover os garotos é justificar a falta de ambição.
É a quarta Libertadores consecutiva, era hora de chegar para ganhar.
No entanto, sem investir um pouco mais...
Ao menos repor, mas nem isso.
Alguém poderá me lembrar que Elias não está mais no Corinthians e que o adversário ainda não se reforçou, o que é verdade, mas a origem do pensamento está equivocada.
O Crizeiro deve olhar para ele e não para os erros dos outros.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
A chegada de Mancini
O Atlético anunciou Mancini como mais um contratado.
O jogador deu entrevistas comemorando e a parte da torcida elogiou a chegada dele.
Entretanto, cada dia que passa e a cada anúncio de nome o espaço para quem chega das divisões de base se torna menor.
Dorival Júnior já havia pedido a chegada de Wendel e Bernard no time de cima, mas ao que tudo indica, os dois meias não deverão ter muito espaço.
Com Diego Souza, Daniel Carvalho, Renan Oliveira e até Mancini, que pode ocupar a vaga e nem tanto a função, os meninos terão que mostrar muita bola.
Alguém pode argumentar que Mancini é um jogador experiente e que vai ajudar o grupo e algo mais, no entanto, o clube pode ter perdido a oportunidade de dar chance a jogadores que custaram bem menos e que podem ser valorizados.
O jogador deu entrevistas comemorando e a parte da torcida elogiou a chegada dele.
Entretanto, cada dia que passa e a cada anúncio de nome o espaço para quem chega das divisões de base se torna menor.
Dorival Júnior já havia pedido a chegada de Wendel e Bernard no time de cima, mas ao que tudo indica, os dois meias não deverão ter muito espaço.
Com Diego Souza, Daniel Carvalho, Renan Oliveira e até Mancini, que pode ocupar a vaga e nem tanto a função, os meninos terão que mostrar muita bola.
Alguém pode argumentar que Mancini é um jogador experiente e que vai ajudar o grupo e algo mais, no entanto, o clube pode ter perdido a oportunidade de dar chance a jogadores que custaram bem menos e que podem ser valorizados.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Dzeko e Touré são a salvação de Roy Hodgson
Animado com a posição na tabela e com o cofre cheio, o Manchester City anuncia a contratação do atacante Dzeko.
Dzeko chega e tem tudo para manter o bom nível de futebol apresentado no Wolfsburg.
Se tem atacante chegando, Adebayor se sente ainda mais ameaçado.
Para complicar a vida dele, durante um treino, ele e o zagueiro Kolo Touré resolveram brigar no meio do campo.
A chegada de um novo atacante e a confusão em treinamento não pegaram bem para o atacante togolês e quem pode se dar bem, se for esperto, é o técnico Roy Hodgson, do Liverpool.
É certo que os grandes problemas do Red não estão no ataque, mas também é certo que N'Gog não merece ser titular da equipe.
Alguns sites da Inglaterra já informam que Adebayor deve sair e o Liverpool mostrou algum interesse.
Não por mérito próprio e sim pelo momento do City, Roy Hodgson pode ter se dado bem.
Dzeko chega e tem tudo para manter o bom nível de futebol apresentado no Wolfsburg.
Se tem atacante chegando, Adebayor se sente ainda mais ameaçado.
Para complicar a vida dele, durante um treino, ele e o zagueiro Kolo Touré resolveram brigar no meio do campo.
A chegada de um novo atacante e a confusão em treinamento não pegaram bem para o atacante togolês e quem pode se dar bem, se for esperto, é o técnico Roy Hodgson, do Liverpool.
É certo que os grandes problemas do Red não estão no ataque, mas também é certo que N'Gog não merece ser titular da equipe.
Alguns sites da Inglaterra já informam que Adebayor deve sair e o Liverpool mostrou algum interesse.
Não por mérito próprio e sim pelo momento do City, Roy Hodgson pode ter se dado bem.
Time dos sonhos? Início de Adilson será duro!
Um time que contrata Elano, Jonathan e Charles e ainda conta com Ganso, Neymar, Alan Patric, Alexsandro e Danilo - todos jogadores da seleção sub-20 - tem tudo para dar certo.
Olhando para os setores do campo e pensando no meio campo com Arouca, Elano, Charles e Ganso...é de fazer qualquer admirador de futebol imaginar um time muito forte.
Entretanto, o início do trabalho do técnico Adilson Batista tem tudo para ser complicado.
Elano, por ser transferência internacional, só poderá jogar quando todos os papéis estiverem regularizados.
Charles vive a fase da recuperação física e só deverá jogar no final de fevereiro.
Ganso vive o mesmo drama e talvez volte na mesma data de Charles.
Neymar, Alan Patric, Alexsandro e Danilo estão na seleção e só estarão liberados no meio de fevereiro.
O time, que seria dos sonhos, tem tudo para ser suportável no início do Paulista.
Do meio campo ideal, apenas Arouca estará liberado no início.
Existem alternativas e Jonathan pode ajudar.
O ex-lateral do Cruzeiro pode ser utilizado como meia e Pará ocuparia sua vaga.
Felipe Anderson deve ter suas oportunidades, mas cá entre nós, o time do início está muito longe do chamado time dos sonhos.
Olhando para os setores do campo e pensando no meio campo com Arouca, Elano, Charles e Ganso...é de fazer qualquer admirador de futebol imaginar um time muito forte.
Entretanto, o início do trabalho do técnico Adilson Batista tem tudo para ser complicado.
Elano, por ser transferência internacional, só poderá jogar quando todos os papéis estiverem regularizados.
Charles vive a fase da recuperação física e só deverá jogar no final de fevereiro.
Ganso vive o mesmo drama e talvez volte na mesma data de Charles.
Neymar, Alan Patric, Alexsandro e Danilo estão na seleção e só estarão liberados no meio de fevereiro.
O time, que seria dos sonhos, tem tudo para ser suportável no início do Paulista.
Do meio campo ideal, apenas Arouca estará liberado no início.
Existem alternativas e Jonathan pode ajudar.
O ex-lateral do Cruzeiro pode ser utilizado como meia e Pará ocuparia sua vaga.
Felipe Anderson deve ter suas oportunidades, mas cá entre nós, o time do início está muito longe do chamado time dos sonhos.
Campeonato Espanhol
Pela 17ª rodada, Real Madrid e Barcelona vencem e apenas dois pontos separam os gigantes.
Barcelona
Jogando em casa, o time catalão enfrentou a equipe do Levante, 17° colocado na tabela com 15 pontos. Se olhássemos apenas as posições que as duas equipes ocupam na tabela de classificação, certamente apostaríamos em mais uma goleada do Barcelona. Vamos então adotar outros critérios, vamos observar as duas escalações.
No papel
Da equipe do Levante vale a pena destacar o atacante uruguaio Stuani, vice-artilheiro da série B espanhola na temporada passada com 22 gols.
No Barcelona, mesmo sem a presença da dupla de zaga titular (Puyol e Pique) e sem Messi - os três jogadores foram poupados pelo técnico Guardiola - se olhássemos a escalação fatalmente apostaríamos em mais uma goleada. Na defesa Guardiola improvisou, o volante Busquets jogou ao lado de Abidal; as laterais do time foram brasileiras, na direita Daniel Alves, e pelo lado esquerdo da defesa catalã jogou Maxwell; no meio, Mascherano atuou como primeiro volante enquanto a dupla Xavi e Iniesta coordenava as investidas ao ataque. Na frente, Villa pela esquerda e Pedro pela direita jogaram abertos pelos lados enquanto Bojan era a referência na área adversária. Apesar das ausências, o Barcelona é sempre forte, tem padrão de jogo, valoriza a posse de bola e envolve a equipe adversária com facilidade. Certamente não encontraria dificuldades para bater a equipe do Levante, mas a vitoria não veio com tanta facilidade.
O Jogo
Jogando sem o auxílio de Messi, Xavi e Iniesta tiveram dificuldades para encontrar espaços na defesa adversária. Pedro, Villa e Bojan até que se movimentaram muito, mas faltou entrosamento ao trio e, apesar do domínio catalão, o primeiro tempo passou em branco. O Barcelona criou boas oportunidades, mas não conseguiu abrir o placar. Os gols só vieram no segundo tempo.
Sem Messi em campo, Xavi e Iniesta tiveram que procurar alternativas para furar o bloqueio criado pela equipe do Levante. As apostas iniciais da dupla foram feitas nos atacantes, mas como a primeira etapa terminou em 0 a 0, no segundo tempo os meias do Barça encontraram uma ótima alternativa: Daniel Alves.
Quando Messi está em campo, Daniel participa ativamente das jogadas de ataque do Barça. Messi joga aberto pelo lado direito do campo, conduz a bola na diagonal, para o centro do ataque, e cria uma avenida na defesa adversária para o apoio de Daniel.
Na partida contra o Levante Daniel demorou a ser acionado, quando foi não decepcionou.
Aos dois minutos da segunda etapa o brasileiro recebeu passe de Xavi, dentro da área e teve tranquilidade para limpar um zagueiro adversário, levantar a cabeça e rolar para Pedro abrir o placar. Barcelona 1 a 0.
O gol trouxe tranquilidade. Enquanto o Levante apenas se defendia, o Barcelona seguia mantendo a posse de bola e ditando o ritmo do jogo.
Aos 13 minutos, em uma bela troca de passes, veio o segundo gol: Bojan saiu da área, se apresentou para Xavi, recebeu passe, tocou para Daniel Alves na lateral do campo e voltou para a grande área para receber o cruzamento. Enquanto todos esperavam que Daniel alçasse a bola na área, o brasileiro mais uma vez levantou a cabeça e rolou para Pedro, livre de marcação, da entrada da área - ocupando o espaço onde Bojan iniciou a jogada - estufar as redes do Levante e marcar 2 a 0 para o Barça.
Com a vantagem no placar o Barcelona tirou o pé e aos 34 minutos o Levante surpreendeu a defesa catalã. O atacante Stuani recebeu passe de Valdo e, de primeira, mandou uma bomba para o fundo do gol defendido por Valdés.
O gol obrigou o Barcelona a ser mais cauteloso. Nos minutos finais da partida, qualquer descuido da defesa poderia resultar no empate. A equipe visitante não ofereceu muito perigo e o Barcelona apenas administrou a vantagem e confirmou a vitória. Placar final: Barcelona 2 x 1 Levante.
O Barcelona não deu show, fez o que deveria ser feito, conquistou os três pontos – somou 46 - e manteve a vantagem de dois pontos sobre Real Madrid, que somou 44 pontos após a vitória sobre o Getafe.
Destaques
Pedro, autor de dois gols; Daniel Alves, com duas assistências e Thiago Alcântara.
O filho do ex-jogador Mazinho, que entrou no lugar de Mascherano, mostrou que tem potencial e que pode crescer muito nas próximas temporadas.
A esperança merengue
Após seis meses sem entrar em campo, sua última partida havia sido na Copa do Mundo contra a Holanda, Kaká voltou a vestir a camisa merengue.
O Brasileiro entrou nos 15 minutos finais da partida contra o Getafe e, apesar de ter contribuído pouco para a vitória pelo placar de 3 a 2, é o principal reforço do Real para a sequência do campeonato.
Apesar da pressão e da desconfiança de boa parte da torcida merengue, Kaká ainda não mostrou no Real Madrid aquele futebol que encantou a metade Rossonera de Milão, o brasileiro é uma importante arma para a sequência da temporada e para continuar a “caçada” ao líder Barcelona. O momento é de recuperação para os dois, O Kaká precisa do Real Madrid e o Real Madrid precisa do Kaká.(VR)
Colaboração: Vander Ribeiro
Barcelona
Jogando em casa, o time catalão enfrentou a equipe do Levante, 17° colocado na tabela com 15 pontos. Se olhássemos apenas as posições que as duas equipes ocupam na tabela de classificação, certamente apostaríamos em mais uma goleada do Barcelona. Vamos então adotar outros critérios, vamos observar as duas escalações.
No papel
Da equipe do Levante vale a pena destacar o atacante uruguaio Stuani, vice-artilheiro da série B espanhola na temporada passada com 22 gols.
No Barcelona, mesmo sem a presença da dupla de zaga titular (Puyol e Pique) e sem Messi - os três jogadores foram poupados pelo técnico Guardiola - se olhássemos a escalação fatalmente apostaríamos em mais uma goleada. Na defesa Guardiola improvisou, o volante Busquets jogou ao lado de Abidal; as laterais do time foram brasileiras, na direita Daniel Alves, e pelo lado esquerdo da defesa catalã jogou Maxwell; no meio, Mascherano atuou como primeiro volante enquanto a dupla Xavi e Iniesta coordenava as investidas ao ataque. Na frente, Villa pela esquerda e Pedro pela direita jogaram abertos pelos lados enquanto Bojan era a referência na área adversária. Apesar das ausências, o Barcelona é sempre forte, tem padrão de jogo, valoriza a posse de bola e envolve a equipe adversária com facilidade. Certamente não encontraria dificuldades para bater a equipe do Levante, mas a vitoria não veio com tanta facilidade.
O Jogo
Jogando sem o auxílio de Messi, Xavi e Iniesta tiveram dificuldades para encontrar espaços na defesa adversária. Pedro, Villa e Bojan até que se movimentaram muito, mas faltou entrosamento ao trio e, apesar do domínio catalão, o primeiro tempo passou em branco. O Barcelona criou boas oportunidades, mas não conseguiu abrir o placar. Os gols só vieram no segundo tempo.
Sem Messi em campo, Xavi e Iniesta tiveram que procurar alternativas para furar o bloqueio criado pela equipe do Levante. As apostas iniciais da dupla foram feitas nos atacantes, mas como a primeira etapa terminou em 0 a 0, no segundo tempo os meias do Barça encontraram uma ótima alternativa: Daniel Alves.
Quando Messi está em campo, Daniel participa ativamente das jogadas de ataque do Barça. Messi joga aberto pelo lado direito do campo, conduz a bola na diagonal, para o centro do ataque, e cria uma avenida na defesa adversária para o apoio de Daniel.
Na partida contra o Levante Daniel demorou a ser acionado, quando foi não decepcionou.
Aos dois minutos da segunda etapa o brasileiro recebeu passe de Xavi, dentro da área e teve tranquilidade para limpar um zagueiro adversário, levantar a cabeça e rolar para Pedro abrir o placar. Barcelona 1 a 0.
O gol trouxe tranquilidade. Enquanto o Levante apenas se defendia, o Barcelona seguia mantendo a posse de bola e ditando o ritmo do jogo.
Aos 13 minutos, em uma bela troca de passes, veio o segundo gol: Bojan saiu da área, se apresentou para Xavi, recebeu passe, tocou para Daniel Alves na lateral do campo e voltou para a grande área para receber o cruzamento. Enquanto todos esperavam que Daniel alçasse a bola na área, o brasileiro mais uma vez levantou a cabeça e rolou para Pedro, livre de marcação, da entrada da área - ocupando o espaço onde Bojan iniciou a jogada - estufar as redes do Levante e marcar 2 a 0 para o Barça.
Com a vantagem no placar o Barcelona tirou o pé e aos 34 minutos o Levante surpreendeu a defesa catalã. O atacante Stuani recebeu passe de Valdo e, de primeira, mandou uma bomba para o fundo do gol defendido por Valdés.
O gol obrigou o Barcelona a ser mais cauteloso. Nos minutos finais da partida, qualquer descuido da defesa poderia resultar no empate. A equipe visitante não ofereceu muito perigo e o Barcelona apenas administrou a vantagem e confirmou a vitória. Placar final: Barcelona 2 x 1 Levante.
O Barcelona não deu show, fez o que deveria ser feito, conquistou os três pontos – somou 46 - e manteve a vantagem de dois pontos sobre Real Madrid, que somou 44 pontos após a vitória sobre o Getafe.
Destaques
Pedro, autor de dois gols; Daniel Alves, com duas assistências e Thiago Alcântara.
O filho do ex-jogador Mazinho, que entrou no lugar de Mascherano, mostrou que tem potencial e que pode crescer muito nas próximas temporadas.
A esperança merengue
Após seis meses sem entrar em campo, sua última partida havia sido na Copa do Mundo contra a Holanda, Kaká voltou a vestir a camisa merengue.
O Brasileiro entrou nos 15 minutos finais da partida contra o Getafe e, apesar de ter contribuído pouco para a vitória pelo placar de 3 a 2, é o principal reforço do Real para a sequência do campeonato.
Apesar da pressão e da desconfiança de boa parte da torcida merengue, Kaká ainda não mostrou no Real Madrid aquele futebol que encantou a metade Rossonera de Milão, o brasileiro é uma importante arma para a sequência da temporada e para continuar a “caçada” ao líder Barcelona. O momento é de recuperação para os dois, O Kaká precisa do Real Madrid e o Real Madrid precisa do Kaká.(VR)
Colaboração: Vander Ribeiro
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