sábado, 24 de julho de 2010

A vez de Adilson Batista

Mano saiu e Adilson chegou.
A cadeira de técnico do Corinthians não ficou muito tempo vaga.
O novo treinador e a direção chegaram a um acordo e selaram o que já vinha sendo desenhado há alguns dias.
Na verdade, Mano Menezes chegou a comentar que Adilson Batista seria a sequência natural do traballho.
Adilson já havia sido procurado por supostos representantes do Corinthians e de outros clubes. A primeira vaga que pintou foi a de Mano e os supostos representantes de Grêmio e São Paulo vão ter de procurar outro treinador ou outra oportunidade de negócio.

Adilson Batista

O zagueiro era muito bom. No Cruzeiro e no Grêmio ele sofreu com contusões, mas levantou taças.
No comando técnico do Cruzeiro, Adilson conquistou dois títulos estaduais de forma antecipada e com goleadass.
Na Libertadores foram três chances, uma final e nenhum título.
Entretanto, o que importa agora não é o currículo, mas as características do novo treinador da Fiel.

O treinador

O Cruzeiro de Adilson era um time muito forte e estratégico.
Adilson estuda muito as equipes adversárias.
Debruça em vídeos e é cercado de informações.
O time do Cruzeiro era caracterizado pela versatilidade de seus jogadores.
Era muito comum a inversão de posicionamento - fruto de trabalho.
Fabrício fazia a função de primeiro volante e rapidamente trocava com Paraná, que rapidamente trocava com Henrique.
O time desavisado,que acreditava em bater lateral com Jonathan, era facilmente enganado e demorava a perceber que, naquela partida, Jonathan estava como meia e Paraná ou Henrique cobriam a lateral.
Adilson é muito tático.
Outra característica marcante é a posse de bola e a bola trabalhada.
O Cruzeiro era um time de bola trabalhada, jogo girado e pensado.
Uma certeza a torcida pode ter: Adilson é um fanático pelo trabalho.
Por omissão ele não falhará!

Força nos cofres

Adilson foi buscar um centroavante que estava encostado no Cruzeiro e fez com ele quase 10 milhões de dolares.
Marcelo Moreno teve oportunidades com Dorival Jr., mas com Adilson é que ele foi titular e artilheiro.
Guilherme era rotulado pela torcida e por parte da imprensa.
A fama de gordinho e desinteressado foi substituída por gols e 6 milhões de euros e mais Kléber de troco.
Ramires foi outro lançado por Dorival e aperfeiçoado por Adilson.
Lembro de ouvir uma entrevista do repórter da Rádio Globo/CBN Minas, Guto Rabelo, com Adilson. Tomei um susto quando ouvi de Adilson que Ramires teria uma outra função, que não seria só um volante.
Adilson viu no menino um potencial para a saída como meia. Não deu outra.
Ramires também reforçou o caixa do Cruzeiro com 8 milhões de dolares.
Sem falar no milagre que foi a venda de Gerson Magrão para o futebol europeu.

Olho aberto

No entanto, nem tudo foi tão perfeito para Adilson no Cruzeiro.
A perda do título da Libertadoes, da forma que foi, despedaçou a relação dele com parte da torcida e intensificou o conflito com a imprensa.
Inclusive, a relação com a imprensa sempre foi um calo para Adilson no Cruzeiro.
Muito em função de Adilson entender que era para ir para o choque, quando ele poderia ter procurado outro caminho. É fato também que parte da imprensa não tinha a menor paciência com ele.
Se ele amadureceu e entendeu que a relação poderia ter sido diferente e menos traumática, Adilson tem tudo para ser bem humorado e feliz dirigindo o Corinthians.

Um comentário:

Marcus Vinícius disse...

Bom treinador o Adílson, mas quero ver se no Corinthians ele vai pegar no pé de alguns jogadores (deixando na geladeira) como fez no Cruzeiro.