domingo, 31 de outubro de 2010

Um Palmeiras diferente

O noticiário do Palmeiras girava em torno de Valdívia e sua contusão e Felipão e sua falta de educação. A tabela marcava o jogo contra o Goiás e o Palmeiras marcava estreia de camisa nova.
Olhando para as duas escalações o cenário não era agradável, mas o jogo até que foi.
O Palmeiras era mais leve e o Goiás dava espaços.
O jogo pelos lados, que nunca foi a cara do atual Palmeiras, funcionou e Tinga fez boa jogada e o primeiro gol.
O Goiás começou a ter problemas com cartões amarelos e Jorginho mexeu no time no intervalo.
Sem Bernardo e com Jones, os dois ex-Cruzeiro, o Goiás perdeu na técnica, mas se deu na atitude e partiu para cima.
Márcio Araújo fez o segundo com um belo chute de esquerda, de fora da área.
Carlos Alberto, que acabara de entrar aproveitou rebote de Deola e diminuiu.
O jogo incendiou! Era ataque e ataque.
Os dois times passaram a acreditar e se mandaram.
Dinei, que entrou no lugar de Kléber, desviou de cabeça para fazer o terceiro e Éverton Santos ainda fez o segundo goiano.
Bom jogo, mais rápido que o normal para o Palmeiras.
O resultado coloca o Palmeiras até em condições de sonhar com a quarta vaga também no Brasileiro.

Uma passeada na rodada

Cada vez mais emocionante e indecifrável, o Brasileirão teve rodada bem dividida entre quarta e sábado.
Vários jogos bons e as lutas continuam.


Os jogos de sábado marcaram a recuperação do Vitória jogando em casa;
O Vasco sofreu um gol no início e não teve forças. Terminou 4 x 2 e os baianos se mostram ligados para o restante da competição.

Em casa e com estádio cheio, o Galo foi derrotado pelo Botafogo por 0 x 2.
O Atlético atacou mais e perdeu várias chances com Tardelli e Obina.
A mexida de Joel e a falta de pontaria do ataque do Galo foram determinantes para o resultado.
Sem Lúcio Flávio e com Edno buscando os contra-ataques os gols saíram.
O Botafogo é a equipe que menos perdeu no Brasileiro e o Galo não deve se abater.
Tem tudo para vencer jogando fora de casa contra o Guarani.

Avaí e Guarani fizeram jogo de um time só. O Guarani finalizou duas vezes em todo o jogo.
No primeiro tempo, Reinaldo desviou de cabeça para fora e no segundo, foi Ricardo Xavier que bateu falta de longe para fora.
O Bugre teve ter reforços para encarar o Galo, mas dá muitos espaços para a finalização. Em casa e desesperado, a tendência é o time se mandar. O Galo tem que ser frio e objetivo para matar o jogo.

Inter e Santos terminaram empatados e talvez abraçados a partida no Beira-Rio.
A arbitragem de Paulo H. Godoy Bezerra não deu gol de Edu Dracena e prejudicou o Peixe. O Inter perdeu várias chances de gol e deu espaços pelo lado direito de defesa.

O Cruzeiro não deu bola para os últimos resultasdos e tratou de se impor.
Um time mais leve e com menor poder de pegada no meio, mas objetivo e solidário.
Léo fez um golaço. O zagueiro teve espaço e acertou o ângulo para fazer o primeiro.
Gilberto, que acrescentou ao jogo coletivo, fez ótimo lançamento para a área e Robert, de cabeça, ampliou.
O Prudente teve oportunidades. A defesa do Cruzeiro se posicionou errado duas ou três vezes e permitiu conclusões, mas Fábio foi seguro e sereno.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

São Paulo vence, sobe e quer G-4

Antes de a bola rolar, Paulo César Carpegiani disse que o objetivo havia mudado.
O time trabalhava por nove pontos e perdeu o jogo contra o Ceará, interrompendo a sequência.
Carpegiani alterou o plano e propôs aos jogadores que pensassem apenas no jogo a jogo. Um de cada vez.
Outros discursos também mudaram, mas para pior.
Carpegiani, quando começou no Tricolor, estimulou a ofensividade. Perdeu uma e já povoou o meio campo.
O treinador também parecia ser aquele que daria oportunidade aos jovens, mas deixou Diogo no banco e sacou Casemiro no intervalo.
Em campo o Atlético começou ousado e o São Paulo demorou um pouco a encontrar a marcação.
Os paranaenses não conduziam a bola. A opção era a bola longa para Guerrón e Bruno Mineiro. Guerrón morou na posição do Richarlyson e se deu bem.
O São Paulo perdeu penetração, pois era bem vigiado e marcado por oito atleticanos.
Aos 12, Ricardo Oliveira brigou pela bola com raça, penetrou e bateu no alto para fazer o gol.
O Atlético Paranaense passou a apertar um pouco mais a saída de bola e aproveitou-se disso.
Casemiro errou inversão e Guerrón roubou a bola e foi para a área. Batendo cruzado, ele fez o empate.
O intervalo fez bem ao São Paulo.
Carpegiani tirou um volante e colocou Marlos para correr para cima da defesa.
Marlos, Fernandão e Dagoberto mais perto de Ricardo Oliveira.
Carlinhos Paraíba e Rodrigo Souto mais fixos.
Richarlyson e Jean pouco passavam do meio.
Aos 5 do segundo tempo, Miranda desviou de cabeça uima cobrança de falta para a área.
O São Paulo poderia ter feito mais gols, mas também deu alguns espaços.
Paulinho, um pouco mais adiantado, quase fez o gol de empate e Rogério salvou.
A vitória foi justa e o São Paulo, com novo objetivo, chegou perto do grupo da Libertadores.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Furacão Luxa, Cruzeiro, Ronaldo, Felipão e FIFA - Coluna de O TEMPO

A coluna de O TEMPO de 29/10 está aqui.
O péssimo trabalho de Vanderley Luxemburgo no Galo ainda é tema da coluna.
Os últimos resultados do Cruzeiro também são abordados.
Dois personagens de muito sucesso também foram temas da coluna.
Ronaldo e sua uncrível facilidade para jogar bola e para ganhar peso e Felipão e sua falta de educação.
Para terminar o escândalo da venda de votos para escolha da sede da Copa de 2018.
Comente, opine.



Depois da tempestade...
O furacão Luxemburgo já passou e devastou a vida do Galo em 2010.
Foram muitos os estragos e o comprometimento não se deu apenas na tabela de classificação.
Talvez o maior erro dele foi não ter pensado com a cabeça do clube e tentar engrandecer o mito que se transformou. Entretanto, o tal mito perdeu mais uma oportunidade de ouro de ser reconhecido como descobridor de talentos.
No Santos, o atual treinador do Flamengo, não aproveitou a oportunidade de lançar Ganso e Neymar e no Galo ele fez pior. Insistiu e torrou o dinheiro alheio com investimento em goleiros pra lá de ultrapassados e fez Renan Ribeiro observar as falhas de seus companheiros. O pior era ouvir o discurso de que ele tinha uma visão superior de futebol e por isso seria um gerente no Galo.
Como treinador foi um fracasso e como gerente pior ainda. Um gerente que deixa de valorizar um jovem goleiro e contrata Marcelo e Fábio Costa não mostra aptidão para a função. Luxa foi um furacão, uma tormenta que arrasou a vida do Atlético.
A opção por Dorival Júnior acalmou a tempestade e resgatou a auto-estima do grupo. Dorival ainda não é o gênio que fez o impossível no time, no entanto, com serenidade e sem espalhafatos, ele uniu o grupo em torno de um ideal e tem colhido frutos.

Cruzeiro- A sequência de derrotas não afastou o Cruzeiro da disputa pelo título, mas serviu para ligar o alerta de que não dá mais para perder pontos.
O Grêmio Prudente é um adversário no mínimo estranho. Perde, perde e na hora em que mais uma derrota parece inevitável, ele consegue vencer na Vila Belmiro. Todo cuidado é pouco, mas a vitória é essencial.

Felipão- O que leva um senhor de idade, realizado financeiramente e profissionalmente a agir com tanta rispidez como Felipão agiu em Sete Lagoas?
Como pode um profissional tratar outro profissional com tanto desdém e arrogância? Parece até que o técnico do Palmeiras está insatisfeito com o salário milionário que recebe. Que papelão, Felipão!

Fenômeno- Ronaldo marcou apenas o seu terceiro gol no Campeonato Brasileiro, mas é impressionante o tanto que ele ainda incomoda os zagueiros adversários.
É uma pena que ele tenha se descuidado do lado profissional e tenha se tornado um jogador tão acima do peso. Ronaldo ainda poderia ser um jogador de nível internacional. Técnica e talento ele tem de sobra.

Fifa- Escândalo após escândalo a FIFA vai se sustentando no noticiário internacional.
O último episódio beira o ridículo e mostra o tanto que as coisas são feitas à luz do dia.
A famosa entidade máxima do futebol teve dois de seus membros com direito a voto vendendo a escolha da sede do Mundial de 2018. Que vergonha!

Que papelão, Felipão!

Felipão faz um bom trabalho à frente do Palmeiras.
O time é limitado e ainda assim superou boa parte do campeonato, chegando a ser candidato a campeão da Sul-Americana e a uma das vagas de Libertadores, pelo Brasileiro.
O currículo dele é recheado de títulos e dele ninguém tira os méritos.
As óbvias constatações só aumentam minhas dúvidas quanto ao destempero do treinador multi-campeão: será que Felipão é infeliz?
O reconhecimento profissional, o salário, o currículo e tudo mais que ele conquistou já não deveria ter proporcionado ao treinador um pouco mais de paz, ou ao menos de educação.
Fico pensando em alguém, não viciado no esquema do futebol, vendo o que ele fez pela tv ontem.
No mínimo o desavisado falaria que aquele senhor é um grosso.
Entretanto, ser grosso pode fazer parte do personagem e pode ser uma das artimanhas de desvio de foco. O que pode transformar aquele senhor grosseiro em um senhor sem coração e desprovido de caráter.
Que pena!
"Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam"

Empate em Sete Lagoas: A noite foi dos goleiros

O jogo começou morno, jogando com três zagueiros o Atlético teve muitas dificuldades na saída de bola. A equipe do Palmeiras adiantou sua linha de marcação, os alas alvinegros foram anulados e o time palestrino dominou o meio de campo. O Atlético, sem saída de bola, insistia nas bolas em profundidade para Neto Berola e Ricardo Bueno, mas a estratégia parava na forte marcação adversária.

Ditando o ritmo de jogo, o Palmeiras teve a primeira oportunidade de abrir o placar, aos seis minutos, quando Marcos Assunção encontrou espaço entre os zagueiros atleticanos e colocou o atacante kléber na cara do gol. Renan cresceu na frente do atacante e, com ótima intervenção, evitou o gol palmeirense.
Com o meio congestionado, Daniel Carvalho não encontrava espaços para criar; os alas, Diego Macedo e Fernandinho, não fizeram uma boa partida e pouco apareciam para o jogo. A alternativa atleticana ainda era a bola em profundidade.
Até os 17 minutos a equipe do Palmeiras foi melhor, teve mais volume e foi mais consciente em campo. Aos 18 minutos a polêmica fibrose de Valdívia entrou em campo. O chileno deixou o gramado para a entrada de Lincon que pouco produziu.

A partir daí o Atlético passou a ter mais posse de bola. Se o Palmeiras teve uma oportunidade aos seis minutos com Kléber, aos 20 foi a vez de Berola bater firme e o goleiro Deola fazer boa defesa.
Daniel Carvalho encontrou mais espaço para criar e em ótima jogada, dominou a bola na meia direita, arrancou em diagonal, invadiu a área adversária e bateu para fora.
Após o lance, o meia alvinegro sentiu lesão e deixou o gramado, aos 25 minutos, para a entrada do jovem Nicão, outro destaque no jogo.

O primeiro tempo seguiu sem muitas emoções. O Palmeiras chegava com perigo nas bolas paradas de Marcos Assunção e o Atlético tinha como principal arma a velocidade de Neto Berola.

Segundo tempo:

O Atlético voltou tocando a bola com mais velocidade, foi mais agressivo. Obina entrou no lugar de Neto Berola. Com a alteração, Ricardo Bueno passou a jogar aberto pelos lados do campo e rendeu mais. Se o Atlético voltou mais agressivo, o Palmeiras não foi diferente. Aos nove minutos, o sempre perigoso Kléber tabelou com Tinga na entrada da área e abriu o placar, Palmeiras 1 a 0.
O Atlético sentiu o golpe e a equipe do Palmeiras pressionava mais. O time visitante explorava o lado direito da defesa atleticana. Aos 15, em um cochilo da defesa alvinegra, Márcio Araújo roubou a bola de Zé Luiz e tocou para Tinga, de fora da área, bater com perigo. Renan, mais uma vez, fez grande defesa.

O ala Diego Macedo deixou o gramado para a entrada de Diego Souza. O jovem Nicão foi deslocado para a ala e Diego Souza ocupou espaço no meio.

Polêmica:


Aos 20 minutos Lincon recebeu passe nas costas do zagueiro Jairo Campos que ao ser ultrapassado pelo adversário cometeu pênalti.
O árbitro marcou, e após muita polêmica, voltou atrás em sua decisão. A posição de Lincon era realmente de impedimento no momento do passe. O Curioso é que o assistente Erich Bandeira, não sinalizou o lance no momento exato. Somente após a marcação do pênalti, na seqüência do lance de impedimento, é que o bandeira chamou a atenção do árbitro que confirmou a marcação do bandeira.

O lance acordou a equipe atleticana que partiu para cima de vez.
Dois minutos após, mais uma grande defesa de Deola. O goleiro interceptou cruzamento de Obina e evitou o gol de empate alvinegro.
Aos 25, mais uma ótima defesa do goleiro. Diego Souza invadiu a área, bateu cruzado, no canto direito do gol palmeirense e Deola, com a ponta dos dedos desviou para escanteio.

Empate:

O Galo seguiu pressionando e no minuto seguinte Márcio Araújo derrubou Obina na grande área, pênalti. Após quatro minutos de muita reclamação, Obina bateu forte, sem chances para Deola e empatou a partida.

Se o galo tem Obina, o Palmeiras tem Marcos Assunção. O volante teve ótima oportunidade de gol, aos 33 minutos, em uma cobrança de falta. Marcus bateu com muita categoria, encobriu a barreira, mas não conseguiu marcar. Com a mesma categoria que Marcus Assunção usou na cobrança, Renan usou na defesa. O goleiro atleticano fez linda defesa e segurou a bola firme.

Aos 40 minutos Renan, em mais uma grande defesa evitou o gol que daria a vitória ao Palmeiras.
O destaque do jogo foi sem dúvida a participação dos dois goleiros. Deola e Renan jogaram muito, foram exigidos e cumpriram muito bem suas funções. As torcidas de Palmeiras e Atlético podem ficar tranqüilas, a meta de seus times está em boas mãos.(VR)

Colaboração:Vander Ribeiro

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

18 times comemoram o futebol de Flamengo e Corinthians

Corinthians e Flamengo empataram em 1 a 1.
O resultado não foi nada de anormal, mas foi o futebol mostrado pelas duas equipes não agradou.
O Corinthians fez um primeiro tempo eficiente. Foi atacado e quando atacou fez o gol.
O meio dava espaços e saía em velocidade.
Iarley não dava sequência e o Flamengo tinha mais posse de bola, só que não sabia o que fazer.
Deivid, Diogo e Diego Maurício, juntos, não se entendiam.
Ronaldo fez o gol, aproveitando bom passe do Bruno César.

O segundo tempo foi bem diferente.
Luxemburgo tirou Deivid e fez Marquinhos entrar.
Marquinhos pouco fez, mas o vestiário deve ter sido quente.
A postura da equipe foi diferente e o prêmio chegou aos 2 minutos.
Escanteio e Renato desviou para Diogo empatar.
O Flamengo acreditou no grito da torcida e o Corinthians era um time distante.
Puxar contra-ataque era uma opção, mas Ronaldo estava longe e Iarley... que Iarley?
A pressão do Flamengo foi grande, mas o Corinthians acertou a marcação e o Flamengo perdeu a penetração.
O jogo caiu e o placar não foi bom para os dois times.
O Flamengo percebe a aproximação dos quase rebaixados e o Corinthians até que chegou na pontuação dos líderes, mas bobeou.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Quem são Atlético e Palmeiras?

Atlético e Palmeiras se encontram amanhã.
Quem é quem?
O time de Felipão dificilmente perde um jogo, mas custa a vencer.
A prioridade é desarmar, tumultuar o meio e não deixar o adversário criar.
Felipão já utilizou Márcio Araújo, Edinho, Assunção, Rivaldo e Tinga no mesmo time.
Todos volantes! Márcio Araújo se posiciona pela direita e Rivaldo se veste de lateral esquerdo.
Entretanto, o time ganhou corpo e pegada e Felipão começou a abrir mão de alguns volantes.
O crescimento do futebol do lateral esquerdo Gabriel Silva também ajudou a mudar o conceito do treinador.
A dupla de zaga tem sido formada por Danilo e Maurício Ramos. No entanto, o tornozelo direito de Maurício Ramos se incumbir de fazer Fabrício entrar pela zaga na esquerda.
Fabrício é limitado, mas tem bom chute de longa distância.
O meio deve ser formado com Edinho, Marcos Assunção, Tinga e Luan ou Rivaldo.
O ataque deve ter Kléber e Valdívia, ou talvez Dinei no lugar do chileno.
Lincoln corre por fora, mas Felipão não morre de amores pelo ex-atleticano.

E o Galo

A equipe que Dorival levará a campo é diferente da equipe da boa recuperação no Brasileiro.
Diego Macedo é limitado e deve sofrer com Gabriel Silva.
O trio de zagueiros também não é opção para o Nacional, mas na Sul-Americana sim.
Werley, Cáceres e Jairo Campos já foram titulares da equipe.
Na esquerda vai Fernandinho, que gosta de apoiar mas fecha muito pelo meio.
Zé Luis faz a pegada do meio e Mendez e Daniel Carvalho tem vocação ofensiva.
O ataque tem a velocidade de Neto Berola, que deve cair nas costas de Gabriel Silva e Ricardo Bueno centralizado.

Mesmo com time reserva o Atlético entra forte pela motivação.
O Palmeiras joga contra qualquer time do mesmo jeito e vai ter uma batalha em campo.
Para o jogo de amanhã, com torcida a favor... o Atlético é favorito.

Dupla de zaga do Cruzeiro

A defesa do Cruzeiro sempre foi das menos vazadas da competição, mas nunca deixou o torcedor muito satisfeito.
Com todos liberados do DM, qual seria a dupla de zaga ideal do Cruzeiro?
Tecnicamente, na minha visão, Léo é o melhor.
Caçapa sabe jogar, mas é perigoso contar com ele sem sobra.
Edcarlos é limitado. Firme, mas limitado.
Gil, não confio.
Leonardo Silva já esteve muito bem, será que volta bem?
Improvisar Fabinho é uma boa?
Dúvidas, dúvidas.
Na minha visão, Léo e Leonardo Silva são os melhores e Caçapa pode ser utilizado com a devida sobra.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Uma noite na UFOP

Brilho nos olhos é o grande segredo.
Não é a conta bancária que determina quem a pessoa é.
Os títulos no currículo também ajudam pouco na busca de descobrir quem é quem.
O tom e a forma são mais esclarecedores, entretanto, é o olhar que mira e traça o caminho.
Sexta passada, a convite da UFOP, estive em Mariana e li olhares diferentes.
Olhos fitos em sonhos.
Juventude em pele, gestos, euforia e ideais.
Fosse perguntado o segredo da caminhada, não pensaria duas vezes em apontar os olhos - o olhar.
O brilho determina o caminho, o caminhar e a caminhada.
É preciso alimentar o brilho e buscar a intensidade.
Entender a queda não é preciso, útil é saber quando ela se deu.
A noite me fez lembrar dos olhos e buscar meus olhares.
Se alguém aprendeu algo, fui eu.

Você colocaria reservas contra o Palmeiras?

Atlético e Palmeiras vivem situações diferentes, mas tem um duelo importante pela frente.
A Arena do Jacaré vai receber as duas equipes para uma disputa pela Sul-Americana.
Quem passar vai para a semifinam contra uma equipe brasileira mais fraca que as duas.
Entretanto, o Palmeiras vai com tudo e o Galo vai com pouco.
Dorival Jr. sabe o tamanho do calo que tem e vai priorizar a luta contra o rebaixamento no Brasileirão.
Vale pontuar que ano passado o Fluminense viveu situação semelhante e chegou a disputar o título da Sul-Americana, além, é claro, de ter conseguido escapar da Segundona.
Será que não vale a pena tentar a classificação jogando com um time mais forte em casa?
Conhecendo o Palmeiras, o time não é brilhante mas luta o tempo todo.
Qualquer time que entrar em campo vai ter dificuldade. Um time mais forte pode até dar conta do recado.
O que você faria?
Você iria com tudo para tentar a classificação ou pouparia jogadores?
Na minha visão, vale a pena apostar um pouco mais alto na primeira partida e colocar um time mais forte.

Ainda sobre o clássico - O Cruzeiro

O Cruzeiro não se manteve na liderança, mas está na ponta da tabela.
A derrota no clássico não pode ser vista como trágica.
O time mostrou durante toda a competição que é confiável.
Não é uma máquina e não vai atropelar, mas é forte em todos os setores.
Um ponto que prcisa ser avaliado é que o volume de jogo pelo meio comprometeu, com o passar do tempo, o jogo pelos lados.
O Cruzeiro só tem sido forte e muito forte com Thiago Ribeiro aberto.
Onde está o futebol de Jonathan? Onde está o futebol de Diego Renan?
Entendo que nem sempre o ala vá decidir, mas então é necessário exigir força de marcação.
Montillo, mesmo perdendo o penalti, foi opção segura de jogo.
Participou, carregou a bola, buscou penetração e bateu a gol.
O pênalti tem que ser melhor pensado, mas ele não merece ser cucificado.
Colocar nele a culpa é o mesmo que tatear na avaliação.

Ainda sobre o clássico - O Atlético

O torcedor ainda não pode soltar o grito, mas é possível acreditar que o pesadelo se foi e parece que o novo endereço dele é o Rio de Janeiro.
É impossível não colocar na conta de Dorival Júnior os méritos da recuperação.
Dorival não teve discurso arrogante. Aceitou o desafio e deu cara de time.
Não teve medo de lançar Renan Ribeiro e colhe o fruto das vitórias.
O incrível é que o discurso vazio do ex-treinador bate com suas atitudes.
Ou ele não foi tímido, medroso e conservador no caso Neymar?
Dava poucas oportunidades ao menino e deu no que deu. Neymar é uma realidade.
Com Renan Ribeiro a história se repetiu.
Luxemburgo poderia ter o mérito de ver o óbvio.
Sacar Fábio Costa e dar chance a Renan não era descobrir nada demais, era o lógico.
Mas o lógico não é lógico para a arrogância.
O Atlético venceu e não pode perder a mobilização.
O caminho ainda é longo, chato e perigoso. Mas é melhor caminhar.

Jogaço no Triângulo

O Cruzeiro mantinha sua estrutura de jogo e o Atlético acenava com um jogo mais ofensivo, com Zé Luís e Serginho mais marcadores no meio.
Mais que o clássico, os dois rivais alimentavam seus sonhos.
A glória do título e a fuga do desespero do rebaixamento.
O momento técnico era bom para os dois times e a bola rolou.

A postura do Atlético era inteligente. O time dava campo e Zé Luís cercava Montillo.
Ao roubar a bola, o Galo era rápido e buscava as laterais.
Leandro aparecia como opção pela esquerda e Rafael Cruz e Serginho pela direita.
O primeiro gol saiu com Leandro e o inspirado Obina.
O Cruzeiro não se entregava, mas os homens dos lados estavam bem abaixo do normal.
Diego Renan pouco se apresentava e Jonathan se limitava a observar o jogo.
A estratégia dava certo para o Galo. Zé Luís, na minha visão um dos melhores em campo, organizando o sistema defensivo e o jogo de velocidade pelos lados fluindo muito.
O segundo gol saiu pela direita. Diego Renan não travou cruzamento e, no mano a mano estavam Renan Oliveira e Obina contra Edcarlos e Caçapa. Pode isso? Obina não quis saber e ampliou a vantagem.

O Cruzeiro teve a grande oportunidade na cobrança de penalti de Montillo. O argentino, que tem sido decisivo, perdeu o penalti. O gol perdido deu mais estímulo e o Galo aproveitou.

Incrível é que o terceiro gol mostrou o mesmo erro e a mesma virtude.
Velocidade pelos lados e Serginho bateu para a área.
Mano a mano e sem cobertura de três volantes, estavam Renan Oliveira e Obina.
Obina fez de novo.

Cuca mexeu. Diego Renan saiu e Paraná passou a dar aquela olhada pela esquerda. Gilberto entrou dividindo a marcação do Atlético. Quem marcava só Montillo já tinha que providenciar a marcação em Gilberto. Deu certo!

Assim que entrou, Gilberto aproveitou boa jogada de Thiago Ribeiro e fez um belo gol.
O final do primeiro tempo ainda teve mais lances agudos, mas o placar apontou 3 a 1 para o Atlético.

Com 3 x 1 no bolso, o Atlético recuou e o Cruzeiro foi para cima.
O toque de bola na entrada da área achava Farias, Thiago e Montillo em condições de finalizar e quando chegava Renan Ribeiro fazia belas defesas.

O setor que mais recebia elogios resolveu falhar e Réver, aproveitando cobrança de escanteio de Serginho, fez o quarto. Diminuiu a tensão e aumentou a vantagem.

O Cruzeiro manteve a luta e Thiago Ribeiro foi premiado duas vezes.
Fim de jogo e que jogo!
O Cruzeiro ainda tem o mesmo número de pontos do líder e o Galo respira fora do rebaixamento.

Dorival tem muitos méritos na mudança de postura do time e Cuca merece o elogio por ter mudado uma partida que caminhava para uma derrota histórica.

Resta saber como o Atlético vai conviver com as duas disputas e a missão de escapar definitivamente do sufoco. A imagem de um time de luta, velocidade e empenho é para ser guardada na memória
Outra grande dúvida está em perceber se o Cruzeiro engoliu o resultado. Pouco adianta chorar e reclamar. A melhor postura é ver a evolução que o time teve com a entrada de Gilberto.

domingo, 24 de outubro de 2010

Corinthians continua na briga

Era precipitada a avaliação de que a sequência de resultados ruins do Corinthians tinham feito a equipe sair da luta pelo título.
A vitória no clássico contra o Palmeiras tem o mesmo valor de uma outra vitória qualquer, no entanto, o peso é outro.
Três pontos conquistados no clássico devolvem a confiança e resgatam o sorriso.
O jogo se desenhou a favor do Corinthians desde o início.
O objetivo de jogo do Palmeiras era se defender e o Corinthians só atacava.
Bruno César desgarrou da composição de meio e jogou perto dos atacantes.
Ronaldo se movimentava e abria espaços e Iarley preferia os lados do campo.
O Palmeiras não utilizava a faixa ofensiva de meio.
Luan pela esquerda e Tinga pela direita percebiam que Linconl, centralizado, pouco acrescentava. Aos poucos, os três se juntaram para nada fazerem.
O Corinthians tinha campo e fez o gol com Bruno César.
O Palmeiras só ameaçou no início do segundo tempo.
Felipão fez Valdívia entrar ao lado de Patrick.
O chileno foi melhor que Linconl e Patrick ocupou a direita e correu pra cima da defea.
Tite acertou o posicionamento de Jucilei e inibiu a investida de Patrick.
Valdívia foi substituído. A troca de Valdívia vai merecer mais explicações.
Ele havia entrado e o time melhorou, mas foi substituído por Dinei.
O jogo acabou com a vitória mínima.
O Corinthians volta a encostar na ponta da tabela e o Palmeiras se concentra na disputa da Sul-Americana.

No Parque do Sabiá

O mineiro Sandro Meira Ricci apita o clássico mineiro.
O mando de campo é do Cruzeiro, que defende a liderança da competição.
O Atlético joga sua luta contra o rebaixamento.
Time por time o Cruzeiro é melhor.
Entretanto, os clássicos costumam nivelar e o Atlético de Dorival mostra mais futebol que o time de Luxa.
A força de meio do Cruzeiro é a marca da equipe e o Atlético desafia a máxima do ex-treinador Adilson Batista. Adilson afirmava que o time que encarasse o Cruzeiro jogando com dois volantes e dois meias, perderia o jogo.
O Galo vai com Zé Luís, mais fixo e Serginho, que marca e joga.
Diego Souza e Renan Oliveira ainda fazem o meio.
Jogão!

Corinthians e Palmeiras é um bom programa

É certo que as condições de segurança não são as ideais, mas o clássico Corinthians e Palmeiras é um senhor evento de domingo.
São muitas as atrações em campo.
Felipão reencontra Ronaldo Fenômeno.
Tite estreia no comando da equipe do Corinthians e mostrou um discurso de união.
As duas equipes disputam suas situações nas competições Sul-americanas. O Palmeiras pode atrapalhar os planos do Corinthians.
Além de tudo, toda a história dos times no clássico.
Muita coisa em campo.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Coluna de O TEMPO de 22/10

Mais que um jogo

São apenas três pontos, mas vale muito mais que isso.
O clássico do final de semana tem valor dobrado para Cruzeiro e Atlético. O mandante vive a intensidade da luta pelo título. Joga contra o maior rival e observa as ações de Fluminense, Corinthians e de quem ainda quer entrar na briga.
O histórico recente de bons resultados acaba fazendo parte do contexto do jogão. Entretanto, quase tudo é diferente no jogo de domingo.
O palco, a torcida, o apito e os dramas de cada um ajudam a compor o cenário. Se a observação passar apenas pelos números e pelo desempenho recente das equipes, o Cruzeiro se torna favorito destacado. No entanto, dificilmente um clássico é frio, o que pode nivelar a disputa. O Atlético também não é mais o mesmo abatido Atlético de Luxemburgo. O time entrava em campo em busca do resultado, mas se abatia facilmente ao sofrer um gol e acabava se entregando.
Dorival Júnior nem teve tanto tempo assim para implantar uma filosofia de trabalho. Entretanto, ele parece ter feito mais que apenas vender a idéia de jogo. Dorival parece ter aglutinado um grupo de jogadores condenados ao sofrimento.
São só três pontos, mas quem perder terá a tarefa bastante dificultada.

Palmeiras- Estive na Arena Barueri trabalhando na classificação do Palmeiras para enfrentar o Galo. A reação da torcida palmeirense mostrou claramente que a imagem do Galo mudou. Ao anunciarem que o Santa Fé havia feito o gol, a torcida vibrou comemorando a chance de não pegar o Atlético. Medo? Não, creio em respeito. O Palmeiras sabe que o Galo está em recuperação de auto-estima e pode crescer mais.

Coelho- A campanha do América foi surpreendente. O time deu várias patinadas no Mineiro e encarou a Série B como apenas mais um participante. Entretanto, em campo o time se arrumou e subir é possível. O que não pode mais acontecer é perder pontos para times aparentemente frágeis. Que a lição tenha sido aprendida e apreendida.

Cuca- O treinador do Cruzeiro chegou e foi logo mostrando trabalho. Alguns resultados fracos como o empate contra o Prudente e a derrota contra o Vitória foram justificados pelas ausências de jogadores importantes. O tempo passou e Cuca é praticamente inquestionável à frente da equipe. O clássico vale muito para ele também.

Libertadores- A reunião da última segunda-feira na Conmebol serviu para mostrar como o marketing da CBF é forte. Ricardo Teixeira tinha quatro vagas, perdeu uma e reconquistou ½. Ainda assim muita gente comemorou e até em justiça foi falado. Ora bolas! A decisão apenas ameniza a perda e não pode servir como prova de justiça.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Bons jogos para avaliar arbitragem

A reta final do campeonato só faz aumentar a pressão nos jogadores, torcedores, técnicos e árbitros.
A próxima rodada marca o encontro de rivais históricos.
Os clássicos estão aí.
Corinthians x Palmeiras, que será apitado por Héber Roberto Lopes.
Cruzeiro x Atlético, do mineiro que apita em Brasília, Sandro Meira Ricci.
Grêmio x Inter, com Carlos E. Simon.
Vasco x Flamengo, com o apito do "badalado" Gutemberg Paula.
Vou ter uma atenção especial no jogo carioca.
Inclusive, tenho dedicado mais atenção aos jogos apitados pelo Sr. Gutemberg.

O jornalista e o Twitter

Não sou dono da verdade, mas sinto a necessidade de me posicionar.
Uso o twitter diariamente e gosto de fazê-lo.
Sigo pessoas que considero interessantes e sigo pistas, rastros, tendências, observações e informações.
Não peço para que me sigam.
Não anuncio a paz e nada de tão bom assim.
Entretanto, uma coisa precisa ficar clara: não façam o que eu faço e não gostem do que eu gosto.
Não me sinto no direito de falar que gosto de tal música.
Não me sinto no direito de falar que voto em tal pessoa.
Se voto e se gosto, é por ter procurado motivos pra gostar.
Busquem motivos, mas não em mim.
Outro ponto profundamente irritante é o fato de jornalista bloquear seguidores.
A crítica é irmã da opinião.
A crítica ofensiva e mal educada é própria do país e da cultura imediatista.
Posso até ficar com raiva, mas tenho que conviver com o meio.
Jornalista que quer ser artista deve primeiro se questionar.
Mito é para quem merece, quem tem algo perto da bondade para dizer.
Não me sigam!
Uso o twitter para informar, opinar e me manter informado e conviver com as diferentes informações.
Peço desculpas pelo tom áspero.

O matador de cobras mortas

Nosso herói conseguiu fazer prevalecer a justiça.
Em mais um ato de genialidade e heroísmo, Ricardo Teixeira desafiou a tudo e a todos e fez valer seu pulso firme e forte.
Aposto que pelo menos uns cinco ou seis socos na mesa ele deu.
Entretanto, seu olhar obstinado deve ter sido a maior arma dele contra todos querem o pior para o futebol brasileiro.
Ricardo Teixeira duelou contra outros presidentes de associações e venceu. Bateu a todos, um por um!
Conseguiu transformar as quatro vagas que o Brasileirão tinha em 3,5 e ainda conseguiu fazer com que a final da Sul-Americana se tornasse um evento nacional.
Bravo é o Ricardão!
Matador de cobras mortas.
E muitos estão aplaudindo.
Ele merece!

É arriscado para o Galo

O Atlético conseguiu um bom resultado contra o Santa Fé, em Sete Lagoas.
Entretanto, com a dificuldade para se manter em recuperação no Brasileiro e com a proximidade do clássico, a comissão técnica acertou em não mandar a equipe titular para o jogo da volta, o que talvez venha a comprometer a classificação para a próxima fase da competição.
Time por time, o Galo mostrou que é mais estruturado e melhor tecnicamente.
Mas o fator casa pode pesar.
Outro peso contra o Galo é o time que viajou. Foram apenas 14 jogadores, ou seja, só três reservas e nem Dorival encarou o aeroporto.
Caso os colombianos partirem com tudo a situação pode se complicar por vários motivos, entre eles a falta de entrosamento e falta de ritmo de jogo de vários atletas.
Repito: na minha visão, acerta a comissão em priorizar o tempo com os titulares.
Mas a classificação se torna mais difícil.

Rooney é mais um mimado

Talvez Wayne Rooney tenha sido a maior decepção da Copa da África do Sul.
É impossível questionar sua qualidade técnica e faro de gol, mas um sobrevoo em sua história ajuda a entender um pouco de sua ingratidão.
Na temporada passada, jogando em Goodson Park, contra o Everton, Rooney foi vaiado e fez gestos obcenos para a torcida. O fato poderia até passar batido, mas não passou porque Rooney foi lançado pelo Everton e é cidadão de Liverpool.
Agora, o bad boy fez beicinho contra o atual clube, o Manchester United, e fala em trocar de clube.
É direito dele trocar de clube e não estar satisfeito com o processo de renovação da equipe, no entanto, a atitude é que nunca é legal.
Existem maneiras e maneiras de protestar, mas argumentar não parece ser o forte de Rooney.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ronaldinho Gaúcho não jogou

O duelo entre Ronaldos não se concretizou.
Cristiano Ronaldo não chegou a brilhar, mas jogou e fez gol.
Entretanto, Ronaldinho Gaúcho nada rendeu.
Mais lento que os outros, o camisa 80 foi presa fácil para a marcação do Real.
Ele até tentava se movimentar. Começou mais pela esquerda e deu uma passeada pela direita, mas a baixa produção em campo custou uma substituição óbvia na segunda etapa.
Ronaldinho até que vai bem no Italiano, mas quando pega times mais encorpados...

Dagoberto é titular no seu time?

A recuperação do São Paulo no campeonato tem muito a ver com a chegada do técnico Paulo César Carpegiani.
O novo treinador aceitou o desafio de ver o Tricolor mais ofensivo e se deu bem.
Lucas cresceu com ele, Ricardo Oliveira também.
Dagoberto fez uma partida acima da média contra o Santos. Marcou dois gols e forçou o terceiro, marcado por Pará, contra.
Entretanto, Dagoberto está longe de ser unanimidade.
O torcedor, que já sabe quem ele é, gosta dos gols e reclama da irregularidade e falta de interesse.
Na disputa da Libertadores, contra o Inter, Dagoberto insistia em não voltar para o combate e ainda tentava dar umas "canetas" fora de hora e sem objetivo.
A recuperação dele como titular do São Paulo reacende a discussão sobre sua utilidade como dono de uma das posições do ataque.
Ele merece ser titular do São Paulo?
Dagoberto seria titular em outros clubes no Brasil?
Ele joga no seu time?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Gutemberg quer apito e se não der, pau vai comer

Uma notícia ali e outra aqui sobre arbitragem no Brasil. Todas saem com muita dificuldade e com pouca transparência.
Algo de podre está por vir.
A FIFA recebeu da CBF em setembro a lista dos árbitros que continuam com o escudo da entidade e os que não serão mais FIFA.
Algumas coisas parecem estar certas:
Leonardo Gaciba foi vetado pela Sul-Americana e pela FIFA.
Simon já deu o que tinha de dar e perde o escudo para Sandro Meira Ricci.
Péricles Basols perde o escudo de forma bem misteriosa e aparentemente política para Gutemberg Paula.
Gutemberg tem muito cartaz e vem como um trator pra cima dos concorrentes ao escudo FIFA.
Sálvio Spinola vai receber o prêmio de apitar a Copa América e depois perde o escudo.
Seneme, apesar de ser bem visto, corre risco.
Entre um apito e outro, muito mais que regras são discutidas nos bastidores da Comissão de Arbitragem.

Apesar da boa vitória, Galo segue na zona de rebaixamento

A partida era de seis pontos, o confronto direto entre dois adversários na luta contra o rebaixamento começou bastante movimentado. Precisando da vitória, o Atlético partiu para cima logo no início do jogo.

Daniel Carvalho, Diego Souza e Fernandinho, que jogou improvisado no meio, eram os responsáveis pela criação. Na frente, Obina jogava fixo. A presença do atacante alvinegro exigiu muita atenção da defesa catarinense que, diferente da defesa do Santa Fé (Colômbia), conhece bem o atacante alvinegro. Obina não teve espaços e a bola não chegava com qualidade.

Daniel Carvalho e Diego Souza se movimentavam bem, o Atlético apostou na velocidade e nos toques rápidos para envolver a equipe adversária. O time alvinegro teve duas boas chances de abrir o placar: Serginho, logo a um minuto de jogo, com um chute perigoso assustou o goleiro Zé Carlos e mostrou que o Atlético havia entrando em campo para vencer.

Aos nove foi a vez de Daniel Carvalho levar perigo ao gol catarinense. Em jogada individual o meia alvinegro invadiu a área adversária pelo lado direito, trouxe a bola para o meio, bateu forte e obrigou o goleiro a fazer uma boa defesa.

Susto:
Como o Atlético pressionava muito nos minutos iniciais, foi para cima e, em um erro de posicionamento, cedeu espaço ao adversário, deixou a defesa exposta e a equipe do Avaí perdeu uma chance incrível de abrir o placar. Roberto recebeu lançamento do goleiro e, completamente livre e em posição legal, conduziu a bola em direção ao gol alvinegro.

Pela frente só restava o jovem goleiro atleticano Renan Ribeiro que com ótima saída do gol, fechou os espaços do atacante e, mesmo sendo driblado, conseguiu atrapalhar o adversário que concluiu para fora.

O primeiro tempo seguiu sem grandes emoções. O Atlético ditava o ritmo do jogo, trabalhava a bola, envolvia a equipe adversária, mas não finalizava. O Avaí apostava nos contra-ataques e, valorizando os momentos em que tinha a posse de bola, chegou novamente com perigo aos 20 minutos, mas Renan Ribeiro fez boa defesa e segurou firme.

Mudanças:
Aos 30 minutos o jovem lateral esquerdo Eron saiu de campo lesionando e deu lugar a Renan Oliveira. Com a alteração, Fernandinho voltou para a lateral esquerda e o meio de campo rendeu mais. Mesmo cometendo alguns erros, Renan Oliveira é um jogador de ofício, um homem da posição, e contribuiu mais que Fernandinho.

Mesmo com a alteração, o Atlético só voltou a assustar a equipe catarinense aos 38 minutos quando Daniel Carvalho, em ótima cobrança de falta obrigou o goleiro Zé Carlos a fazer uma boa defesa e espalmar para fora.

Melhoras:
Só vieram no segundo tempo. A técnica de Daniel Carvalho deu lugar a velocidade de Neto Berola. O atacante entrou em campo com muita vontade.

No início parecia afoito, em alguns lances corria mais que a bola, mas aos seis minutos o atacante foi decisivo. Em boa triangulação com o lateral Rafael Cruz, Berola recebeu passe e, com um toque de primeira, devolveu a bola para o lateral invadir a área adversária e, de pé esquerdo, abrir o placar: Galo 1 a 0.

O gol incendiou o jogo e o Atlético continuou pressionando. Com a desvantagem no placar a equipe do Avaí se viu obrigada a atacar e, aos 21 minutos, em um contra-ataque acabou sofrendo o segundo gol. Diego Souza, em ótima enfiada de bola encontrou Berola livre de marcação. O atacante driblou o goleiro adversário e marcou o gol da vitória alvinegra.


A vitória sobre um adversário direto na luta contra o rebaixamento deu tranquilidade a equipe. O Atlético somou 31 pontos, ultrapassou o Avaí e só não saiu da zona de rebaixamento por que as equipes do Vitória e do Atlético-GO, concorrentes diretos, também venceram suas partidas. Na minha opinião, e pelo futebol apresentado pela equipe, a saída da zona da degola é uma questão de tempo.Será que oito rodadas serão suficientes?(VR)

Colaboração: Vander Ribeiro

domingo, 17 de outubro de 2010

São Paulo e Santos jogaram e venceram todos

O estilo das duas equipes já poderia ser um prenúncio de um jogo acima da média.
O Santos marcava pelo meio com Roberto Brum, Arouca e Danilo. Apenas Brum com função de destruição.
São Paulo tinha Rodrigo Souto e C. Paraíba.
Rodrigo teria uma tarde desgastante com a velocidade e a técnica de Alan Patrick, Neymar e as subidas de Alex Sandro.
E os gols saíam.
O Santos apostou na jogada pela esquerda com Neymar, Alan Patrick e Zé Love abrindo espaço.
O primeiro gol saiu por ali e Alan Patrick marcou.
O São Paulo apontava seus ataques para os lados.
Também pela esquerda atacava Fernandinho.
Ricardo Oliveira se mexia muito e Dagoberto tinha condições de marcar. Gol dele!
A virada saiu com Dagoberto. Fernandinho e Ricardo Oliveira acharam o atacante, que desviou para o gol.
Dagoberto também participou do terceiro gol.
Lançado e em alta velocidade, o atacante forçou o erro de Pará, que marcou contra.
Foi só marcar contra e Pará se apresentou na ataque para cruzar para Zé Eduardo marcar o segundo.
O segundo tempo guardava várias emoções.
Renato Silva entrou e Lucas saiu.
O esquema mudava e o Santos ganhava espaço para o ataque.
Richarlyson foi expulso e o Santos se mandou.
O empate saiu com Neymar batendo pênalti.
O Santos empurrava o São Paulo.
Marlos entrou para voltar a dar posse de bola ao São Paulo.
Era ataque de um lado e ataque do outro.
Bola lá e cá.
Jean teve duas oportunidades claras e desperdiçou.
Quando tudo apontava para um empate irresistível, o São Paulo marcou o quarto gol.
Prêmio a Jean, que poderia ter saído de campo deprimido.
Ricardo Oliveira cabeceou e Rafael fez ótima defesa parcial, na sobra Jean fez.

O jogo foi um sonho.
Sonho de velocidade, de técnica e gols.
Sonho de um dia ver um futebol cheio de gols e pensando em construir.
Destruir é para os fracos.

E o Liverpool, hein?

O panorama político financeiro até mostrou um sol.
Os novos donos podem e devem resgatar o caos administrativo.
Entretanto, as mudanças no campo ainda estão longe de fazer o torcedor sorrir.
Mais que perder para o rival local, o Liverpool não jogou futebol.
Defensivo em vários momentos e distante e desorganizado em outros, Roy Hodgson tem muito a fazer e parece não ter força para arrumar a equipe.
É certo que a tabela não foi agradável e reservou os clássicos para as rodadas iniciais, mas os Reds estão longe de mostrar competitividade para uma Premier League dura.
A janela é a grande esperança, mas até lá...

Jogos de domingo

Começou ontem a rodada e os jogos de hoje são decisivos.
Vários clássicos e o jogo entre os melhores do returno.
Vamos a eles:

Atlético GO x Vasco
São 70 pontos em campo. O Vasco deu uma folga para os empates e venceu bem a equipe do Corinthians. O Atlético Go pode escapar da Zona de Rebaixamento e luta pelo resultado em casa.

Atlético x Avaí
O Galo também pode escapar da Zona de Rebaixamento e o Avaí dá sequência ao campeonato com mais um treinador diferente. Wagner Benazzi tem tarefa dura, mas sabe trabalhar o lado emocional dos atletas. São 58 pontos em campo.

Grêmio x Cruzeiro
O principal jogo da rodada. São 97 pontos em campo. Os líderes do returno se enfrentam e Cuca volta a enfrentar a equipe em que mais atuou como jogador. Do outro lado está Renato Gaúcho, que também defendeu o rival de hoje.

Guarani x Corinthians
Jogo que tomou ares de luta para o Corinthians, que tem sido muito pressionado pela torcida. O Guarani já sentiu o peso da proximidade da parte baixa da tabela. São 83 pontos em campo.

Fluminense x Botafogo
Clássico que reúne 96 pontos em campo. O Fluminense sabe da necessidae de reação. Perdeu a liderança e vê o Cruzeiro forte na disputa. O Botafogo é líder empatado de empates e não pode se contentar com mais um.

Palmeiras x Ceará
81 pontos em campo. O Palmeiras perde pouco e o Ceará não atua bem fora de casa. Pode pesar o fato de o Palmeiras ter atuado na Bolívia ainda na quinta e já ter compromisso marcado contra o Ceará.

Vitória x Prudente
Jogo de menor número de pontos da rodada: 52 pontos em campo. O Vitória precisa vencer e pega um time que está mergulhado na lanterna da competição. O Prudente ainda não será rebaixado com um resultado negativo, mas mostra que o caminho não será outro.

São Paulo x Santos
São 89 pontos em campo. Dois times abertos e muito abertos. O São Paulo não consegue ganhar do Santos e o Peixe segue firme na luta por mais um título. Carpegiani mostrou que o time mais aberto tem sido melhor e o Santos é um time de vocação ofensiva.

Bobagens

Nada resiste ao trabalho.
Não pode ser trabalho, tem que ser Trabalho.
Motiva, dá força, dá prazer, ergue, engrandece, enobrece.
O ânimo de ontem tem que ter sido menor que o de hoje.
Pobre de hoje quando o amanhã chegar.
Vem!
Meu olho brilha pelo desafio.
Fico mais novo.
Quero mais!

Tem cara de decisão, mas é apenas mais uma decisão

O clima é propício para o Atlético escapar da zona de rebaixamento.
É conronto direto, o time mostrou evolução, o presidente tuitou, os ingressos foram vendidos e Dorival acena com um time mais ousado. Cenário completo!
Entretanto, o resultado final não deve ser visto com euforia e nem com depressão.
O caminho ainda mostra dificuldades e possibilidades.
Acredito em uma vitória do Galo, mas não vejo no Avaí em adversário frágil.
Mesmo cheio de desfalques, os catarinenses encararam o Palmeiras jogando fora de casa.
Se o goleiro Zé Carlos não tivesse sido expulso a coisa poderia ter sido complicada para o Palmeiras.
A instabilidade emocional tem jogado contra o Avaí e até por isso a direção mexeu e apresentou Benazzi, que sabe trabalhar com bom papo e estímulo.
O jogo é apenas mais um. Alívio mesmo, só no final do ano.

sábado, 16 de outubro de 2010

Mais um escândalo na FIFA

O Sunday times publica amanhã matéria completa com gravação em vídeo de uma tentativa de compra de votos para a definição do país sede da Copa 2018.
Dois jornalistas ingleses se passaram por empresários norte-americanos e acertaram a compra de dois votos de membros do comitê da FIFA.
Reyinald Temarii, vice-presidente da FIFA e presidente da Federação da Oceania, teria exigido 1,5 milhão de libras pelo voto e Amos Adamu, membro do comitê executivo da FIFA, teria pedido 500 mil libras.
Os jornalistas teriam conversado com outros seis membros da FIFA, da ativa e fora da ativa, e todos mostraram interesse em participar como intermediários na negociação.
A matéria será exibida e publicada amanhã e a repercussão será a pior possível para a FIFA.
Certo fez Platini quando decidiu não se lançar candidato a presidente da entidade.

Uma regrinha no blog

Levo o blog como um trabalho sério.
Escrevo sempre para um leitor que não conheço, mas deduzo quem seja.
Publico críticas e elas me levam a questionar se minha visão está ou não distorcida.
Entretanto, quero deixar claro que não publico comentários que ofendam outros companheiros e outras emissoras.
Não acho correto com eles e procuro ter uma postura limpa com os colegas.
Podem me criticar, mas não publicarei ofensas morais feitas aos outros colegas.
É bom que ainda me preservam, mas podem discordar e criticar.
Entendo que para que a boa comunicação seja feita é necessário argumentar, embasar.
Apelar, ofender, maldizer não acrescentam.
Obrigado.

Inter perdeu o time e o time

Foram 47 pontos conquistados e 11 derrotas na competição.
A campanha do Inter foi boa, mas não suficiente para chegar ao título nacional.
Depois da conquista da Libertadores a direção vendeu Taison e Celso Roth ainda não achou o substituto ideal.
Taison não era mais aquele atacante, a função dele era muito tática.
Jogando aberto pela esquerda e recompondo meio.
Agudo, ousado e mais disciplinado taticamente.
Alguém pode até questionar e afirmar que Giuliano é mais jogador que ele.
Pode até ser, mas não exerce a função e não dá o encaixe que Taison dava.
O meio que contava com, Sandro e Guiñazu dando proteção e D'alessandro, Tinga e Taison, variava e dava campo para D'alessandro recuar e armar.
Vendo a necessidade econômica, o Inter perdeu o time.
Sandro não foi substituído à altura e Celso Roth não extraiu de Giuliano o limite para substituir Taison.
Além de perder o time, o Colorado perdeu o time (tempo) de se readaptar.
Já era para ter percebido que Renan não inspira tanta confiança assim.
O tempo passou e o goleiro vai acabar sendo ele, mas os últimos jogos mostraram que o número de orações vai ter de aumentar.
Outro problema mora na lateral esquerda.
Kléber alterna maus e maus momentos.
Tem inegável capacidade técnica e uma imensa preguiça, que acaba sendo superior.
É possível, mas não precisava ser assim.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Coluna do SUPER de 17/10

Segue a coluna que escrevo para o Jornal SUPER de Belo Horizonte.

Liderança e alívio


A noite de domingo pode ser de imensa satisfação para Atlético e Cruzeiro.
É verdade que o Grêmio cresceu muito com a chegada de Renato Gaúcho.
Antes ameaçado de rebaixamento, a campanha atual permitiu que gremistas começassem a ameaçar os rivais colorados na tabela.
Entretanto, o Cruzeiro tem se mostrado forte e defende a liderança da competição. Time por time, o Cruzeiro é mais forte e tem esquema já estabelecido.
O Grêmio ainda está em construção e percorre o caminho que o Cruzeiro já percorreu. Os outros candidatos ao título vacilam e o Cruzeiro tem que aproveitar para distanciar.
Em Sete Lagoas, o Galo não decide a permanência na Série A, o caminho ainda é longo, mas a noite pode ser de um alívio imenso para o torcedor. Acompanhei vários jogos do Avaí e, mesmo sem vários titulares, o time apresenta a velocidade no contra-ataque como uma arma poderosa.
O Atlético ainda tem uma longa semana de Sul-americana até encarar o clássico na próxima semana. Uma vitória hoje e uma classificação no torneio continental fazem o elenco ganhar moral e respeito. As últimas rodadas serão decisivas e emocionantes, mas a rodada de hoje promete liderança para um lado e alívio para o outro.

Momento- O mais interessante para o Cruzeiro é que enquanto os adversários têm seus Departamentos Médicos lotados, o Cruzeiro tem recebido reforços do DM. Agora, quando mais o campeonato exige, Fluminense e Corinthians perdem seus titulares e o Cruzeiro ganha mais elenco.

Ambiente- A chegada do técnico Dorival Júnior não só melhorou a situação do Galo na tabela, mas principalmente melhorou o clima de trabalho no Galo. Luxemburgo já tinha perdido o comando e tentava reconquistar sem tato algum. Mostrar o currículo vencedor e ostentar títulos já era argumentos sem sustentação. Dorival chegou como conciliador e vem mostrando resultado.

Refém- A torcida do Corinthians passou dos limites e pressionou alguns jogadores no local de trabalho. O protesto é válido, mas a forma não. O que complica e muito a situação é a liberdade que a direção oferece a membros de torcidas organizadas. A direção pede e recebe apoio e acaba se tornando refém das “argumentações” dos torcedores.

2014- Às vezes tenho a sensação de que a realização da Copa no Brasil é uma grande piada. Os aeroportos não têm a menor condição de receber o movimento de uma Copa do Mundo. A cada dia e em diversos pontos do país vários vôos são cancelados. Estamos há pouco mais de mil dias da abertura e muito pouco foi feito.

A torcida pode fazer o que fez?

Quer uma resposta óbvia?
Não. Ela não pode fazer o que fez. Pressionar jogadores não é o papel do torcedor.
Quer uma resposta dentro do contexto corintiano?
Claro que pode. A torcida já fazia antes. O histórico não é recente.
A porta não foi arrombada, a torcida foi convidada.
Resta uma pergunta que exige 0,1 de inteligência:
o que ganha a torcida com a invasão?
Quer uma resposta óbvia?
Nada. O clima só piora. A intranquilidade aumenta e a concentração fica pesada.
Quer uma resposta dentro do contexto?
A marca e a mística da torcida prevalece. O mito só aumenta.
O comando ganha mais poder e cumplicidade.
Nada merece ser respondido com lógica fácil.
Se tentarem simplificar, não acredite e problematize.

Ricardo Bueno foi capricho de Luxa

Tudo bem que o atacante Ricardo Bueno fez o gol da vitória contra o Atlético Go.
Tudo bem também que tenha feito um bom Paulista/10.
O questionamento poderia ser sobre a qualidade técnica duvidosa, mas o objetivo do post é outro.
Mano Menezes, quando era técnico do Corinthians, pediu aos seus auxiliares/observadores para levantarem destaques no Estadual.
O nome de Ricardo Bueno foi bem avaliado. O Corinthians teria feito uma proposta dentro do nível do investimento condizente ao padrão do futebol de Ricardo Bueno.
Luxemburgo ficou sabendo que Mano gostou e não pensou duas vezes. Dobrou a proposta e trouxe Bueno. É duro!
O manager Luxemburgo fracassou em diversos outros pontos e negociação parece não ser o forte dele.
Foram vários jogadores contratados e poucos bem utilizados.
Ricardo Bueno não tem nada com isso. Foi contratado e parece lutar com interesse e vontade.
Tomara que seja feliz, mas é importante saber a origem da negociação.

Os jogos de sábado

Dois jogos e lutas parecidas.
Flamengo e Goiás vivem o drama do rebaixamento.
Os cariocas mais distantes, mas o Goiás está mergulhado na ZR.
Na teoria o Atlético Paranaense luta pela Libertadores, na prática nem tanto.
O Inter busca ser campeão, mas almeja o título mundial em dezembro.

Flamengo x Inter
Encontro dos dois últimos técnicos do Atlético.
Celso Roth saiu e deu uma senhora volta por cima. Luxemburgo contou com um apoio que Roth não teve e quase foi rebaixado.
São 81 pontos em campo. Time por time o Inter é melhor, mas o Flamengo ameaça uma recuperação.

Atlético PR x Goiás
O favoritismo é do Atlético, mas jogar contra desesperados é sempre complicado.
Desde a saída de Carpegiani o Furacão ainda não se encontrou. O Goiás conseguiu ganhar do Peñarol, mas não jogou bem. São 71 pontos em campo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Um papo com Athirson

Em tempos de reta final de Brasileiro e disputa intensa pelo título e por vaga na Libertadores, aproveitei uma coincidência e bati um papo com Athirson.
O lateral tem contrato com a Portuguesa até o final do ano e pensa em encerrar a carreira daqui a dois anos.
Athirson vê o Cruzeiro como o time que cresceu na hora certa e forte candidato ao título. Ex-jogador do clube e conhecedor do potencial do elenco, ele aponta Montillo como um jogador espetacular e responsável direto pelo momento da equipe.
Na parte de baixo da tabela, Athirson não acredita na queda de Atlético ou Flamengo.
Finalista da Libertadores do ano passado, Athirson não se furtou a responder sobre um possível bate boca que teria ocorrido entre os jogadores sobre premiação pela conquista do título. Segundo ele, a conversa mais áspera existiu.
Entretanto, nada houve na subida para o campo de jogo ou até nos vestiários do Mineirão.
Athirson afirmou que na concentração os jogadores se reuniram e uns queriam mais que outros. Para ele, que já passou outras vezes pela mesma situação, nada houve de anormal.
O fato poderia ter sido evitado se o acordo já tivesse sido feito antes.
Sobre o técnico Adilson Batista, o lateral foi enfático e destacou que Adilson é um profissional competente e líder no grupo de trabalho. Ele não tem dúvida em afirmar que é um dos melhores treinadores com quem já trabalhou. O interessante é que Athirson foi deixado na reserva por Adilson Batista.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os jogos atrasados

São Januário e Vila Belmiro recebem os jogos atrasados do Campeonato Brasileiro.
O Vasco não terá grandes mudanças seja qual for o resultado de seu jogo.
Entretanto, Corinthians, Santos e Inter podem ter rumos e vidas definidas após os jogos.

Vasco x Corinthians
Depois do furacão que tirou Adilson Batista do comando, o Corinthians joga a partida que era para ser realizada na data de seu centenário. O Vasco é o rei do empate - obviamente empatado com o Botafogo - e o empate afasta o Corinthians dos líderes.
O jogo reúne 87 pontos conquistados.

Santos x Inter
Os vacilos dos líderes permitiram que Santos e Inter voltassem a sonhar com algo no Brasileirão. O jogo tem tudo para ser um grane jogo. Celso Roth, que já foi treinador do Santos, vive a motivação de buscar o título mundial com o time fazendo boa campanha no torneio local. O Santos é muito forte e tem Alan Patrick se firmando como titular. São 92 pontos em campo e uma disputa direta na tabela.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Santos quer, mas Adilson só aceita em 2011

A direção do Santos tentou, e não foi só uma vez, a contratação do técnico Adilson Batista.
O time, que se mantém bem com Marcelo Martelotte, vai disputar a Libertadores 2011 e é candidata ao título.
O elenco é forte e a tendência é que seja mais forte ainda no próximo ano;
Entretanto, Adilson não é adepto de pular de galho em galho e deve esperar o término do campeonato para voltar a trabalhar apenas na próxima temporada.
O telefone dele já tocou, mas o acerto é para 2011.

Decisão na B

A rodada 28 da Série B marca o início da reta final.
O Coritiba caminha firme não só para subir, mas para ser o campeão.
Já são 10 pontos a mais que o quinto colocado e quatro mais que o segundo.
Dois jogos da rodada são entre equipes que estão entre as 10 primeiras.
São Caetano x Bahia e Ponte Preta x Sport.
Dos quatro primeiros, Coritiba e Figueirense jogam em casa.
O quinto e o sexto de enfrentam.
O América encara o Náutico em Recife.
O jogo tem carga de dramaticidade aumentada para a equipe dos Aflitos.
Já para o Coelho nem tanto.
O time pode até perder duas posições e ainda assin não sai da zona de classificação.

Cruzeiro: consciente, eficiente e líder

O Cruzeiro tinha um problema pela frente.
O Fluminense tinha um problemão.
O jogo entre os líderes pode até não ter sido um primor de técnica, mas foi um jogo de estratégia.
Wellington Paulista fez de cabeça o único gol da partida, logo no início.
O Cruzeiro teve outras oportunidades e o Fluminense também.
O volume de jogo do Cruzeiro no meio de campo é a marca do time e mostra mais eficiência que os outros times do Brasil.
O meio se conhece e recebeu a boa companhia de Montillo, que quando não arrebenta na partida, faz uma boa jogada e coloca o companheiro na cara do gol.
Os três pontos, os 62% de aproveitamento e a queda de rendimento dos principais rivais colocam o Cruzeiro como o principal candidato ao título de 2010.
Os jogos não são fáceis, mas não era fácil bater Inter, Corinthians e Fluminense e ainda assim o Cruzeiro venceu.
Outro fator que tem pesado contra os adversários é o número de jogadores entregues ao DM.
Como que por encanto, ou por competência, o Cruzeiro começa a receber jogadores que estavam no estaleiro.
O time é forte e passará a ser mais forte ainda.
Procure examinar a espinha dorsal dos concorrentes e chegue fácil à conclusão de que o Cruzeiro tem mais jogadores vitais.
Fábio, Fabrício, Henrique, Montillo e Thiago Ribeiro são pilares.
Paraná, que volta bem ao time, é confiável.
O jogo pelas laterais tende a crescer e o ataque tem colocado a bola para dentro.
A grande dúvida ainda é a zaga, mas a proteção a ela melhorou.
Acompanhe a sequência de jogos do Cruzeiro:
Grêmio x Cruzeiro
Cruzeiro x Atlético
Prudente x Cruzeiro
Cruzeiro x São Paulo
Vitória x Cruzeiro
Corinthians x Cruzeiro
Cruzeiro x Vasco
Flamengo x Cruzeiro
Cruzeiro x Palmeiras

O próximo jogo será duríssimo.
O Grêmio é forte e tem se mostrado competente dentro e fora de casa.
O encontro contra o Prudente já deve ser contra um time rebaixado.
O único jogo que não deve valer nada para o adversário é o jogo contra o Vasco.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A torcida tirou Adilson


É verdade que os últimos jogos do Corinthians fariam qualquer treinador ficar em situação complicada.
Entretanto, uma simples análise sobre os desfalques amenizariam a avaliação precipitada.
Adilson conseguiu resultados expressivos com o Corinthians.
É inegável que o time acelerava mais o jogo, mas ainda assim ele saiu.
A entrevista do diretor Mário Gobbi deixou mais perguntas que respostas.
Gobbi insinuou que Adilson pediu demissão. O diretor mexeu com a pessoa errada.
A história de Adilson Batista não bate com entrega de cargo.
Ele se recuperou de duas fraturas seguidas e não acenava com a possibilidade de encerrar a carreira de zagueiro.
Pelo contrário, Adilson se levantou e foi campeão e capitão do Grêmio na Libertadores.
Adilson foi simples e, em sua entrevista, disse apenas que não queria atrapalhar nada.
O que verdadeiramente deixou o treinador irritado foi a pressão e a liberdade que a torcida do Corinthians tem no clube.
Na quinta-feira, alguns torcedores entraram no local reservado aos jogadores e gritaram com alguns.
Adilson não gostou e chegou a bater boca com os torcedores. Ralf é testemunha disso.
Tentaram "argumentar" que no Corinthians a coisa era diferente e ele bradou que ninguém explicaria a ele o que a instituição.
Adilson foi campeão mundial pelo Corinthians e viu seu pai sofrer muito pelo time.
Ele sabe o que é Corinthians.
O que ele não esperava é no dia seguinte outros torcedores também entrassem para cobrar.
A cena ainda se repetiu ainda no sábado.
A cobrança dos torcedores era pelo fato de Adilson escalar uns e não escalar outros.
Com a bola rolando, domingo, a pressão só aumentava e a hora havia chegado.
Adilson não teve problemas com Willian. Para ele, Willian não pode ficar exposto e, se ficar, o risco é grande. Willian sabe jogar, mas não tem pique. O time de Adilson é mais aberto e os zagueiros são mais exigidos.
Antes de ser demitido, Adilson chegou a conversar com os jogadores sobre a escalação do time contra o Vasco, na próxima quarta.
Na visão do treinador, o time deveria jogar com Castán, T. Heleno e Chicão.
Sem Castán, que foi expulso, Paulo André deveria ser o terceiro zagueiro.
Assim que a demissão se confirmou, o telefone do treinador Adilson Batista tocou.
Um grande clube já fez proposta para o fim da temporada.
Adilson não aceitou, mas tudo indica que em 2011 ele estará comandando uma equipe de muito valor.

domingo, 10 de outubro de 2010

Algo não bate na demissão do Adilson

Antes de a bola rolar, Deva Pascovicci colocou no ar uma declaração do técnico Adilson Batista.
O tom era o mesmo. Ele estava sereno e calmo. Perguntado sobre o momento negativo do clube, Adilson falou que era necessário ter calma e que as coisas iriam se encaixar.
A vida de Adilson é marcada pela dor e pela superação.
Não entendi uma mudança de postura e de discurso.
Como antes de a bola rolar era para ter calma e quando acaba tudo se desmancha?
Adilson repetiu várias vezes que sabe os motivos da queda do time e do desgaste.
Quais motivos levaram o treinador a desistir, mesmo sabendo os motivos da batalha?
Algo estranho aconteceu.

Adilson Batista se foi

Fiquei surpreso com o pedido de demissão do técnico Adilson Batista.
Entendo que algo, que não está claro, motivou o pedido do treinador.
Adilson se envolve muito com o seu trabalho.
Lê o tempo todo, investiga o tempo todo e seu mundo gira em torno do desafio diário e trabalhar seus clubes.
Poucos técnicos se entregam tanto.
O nome de Adilson continua na história do clube.
Como jogador ele foi campeão.
Como treinador, sofreu com desfalques.
Adilson sai e as explicações não convenceram.
Tenho a sensação de que algo de podre pode ter ocorrido.
É fato que Adilson tem muito a crescer.
O Corinthians faria bem a ele e ele cresceria muito como profissional.
Adilson sai e o campeonato ainda não sai do Corinthians.

Corinthians louco pra entregar

O Atlético Go tinha uma proposta: jogar defensivamente e explorar a velocidade do Juninho e do Anaílson.
Alguém esperava algo diferente?
O Corinthians sofre com os vários desfalques.
Adilson poderia ter feito a opção de abrir mão do seu esquema preferido, mas preferiu manter o esqueleto. Entretanto, só o esqueleto entrou em campo.
Quem daria vida e corpo ao time não conseguiu.
Moacir oferecia muitos espaços na cobertura.
Souza só prendia a marcação e pouco conseguia na finalização.
O primeiro gol saiu com Leandro Castan, logo no início.
Entretanto, o Corinthians dava espaços.
Os goianos chegaram ao empate com Juninho, em uma bobeira da defesa.
O empate mexeu com o Corinthians.
O time teve várias oportunidades.
Souza errou. Bruno César errou. Iarley errou.
A defesa errou.
Em cobrança de falta de Róbston, Gilson aproveitou e fez o segundo.
O incrível foi ver Marcão fazer o terceiro ainda no primeiro tempo.
Sempre pelo mesmo lado. Sempre com o mesmo espaço.
Moacir não fazia a cobertura.
Alessandro subia muito e Thiago Heleno ficava exposto.

Adilson mexeu apenas na defesa e no posicionamento da equipe.
Chicão voltou e Willian saiu.
Thiago Heleno fez dupla com Castán e Chicão teria liberdade para sair.
Pouco ousado! Pouco criativo!
Castán ainda complicou mais a vida do torcedor e foi expulso.
Novamente pela esquerda de ataque e direita de defesa do Corinthians a bola foi trabalhada e o quarto gol saiu.
Era a hora do coração entrar em campo.
O abafa, a bola longa e a pressão também.
Willian Morais, que sempre se mostra participativo recebeu bom passe de um Jucilei mais adiantado e marcou o segundo gol.
Para aumentar a carga de drama, Thiago Heleno cabeceou bola de escanteio e fez o terceiro gol.
A pressão era grande. Os erros nas conclusões também.

O Atlético Goianiense não merecia sofrer o empate.
O Corinthians não merecia o empate.
Renê não deu nenhum nó tático, mas foi superior.
A proposta goianiense foi melhor que a do Corinthians.

Era apenas uma derrota do Corinthians, mas Adilson fraquejou e entregou o cargo.
A atitude dele não foi a correta.
Suponho que a relação muito próxima da direção com a torcida possa ter interferido na decisão de Adilson.
A carreira dele merecia passar pela superação, mas ele não viu assim.
O Corinthians segue em busca do título, mas agora vai passar a conviver com o incômodo de ver nova adaptação de elenco e comando.

Teve espião em Presidente Prudente. Ex-auxiliar de Carpegiani acha que São Paulo chega

Prudente e São Paulo se enfrentaram pelo Brasileiro, mas o Vitória viu tudo de perto.
O ex-treinador e atual auxiliar técnico do Vitória, Ricardo Silva esteve no interior paulista e fez suas observações sobre a equipe do Prudente, que enfrentará os baianos no dia 17.
Conversei com o observador do delegado Antônio Alves e ele preferiu não analisar o adversário. O principal comentário dele foi sobre o São Paulo, de Carpegiani.
Ricardo já foi auxiliar de Carpegiani.
Para ele, Carpegiani está correto em alterar o posicionamento dos volantes.
Casemiro e Souto foram elogiados e ele destacou também a velocidade dos meias.
Ricardo Silva foi enfático e falou que o São Paulo vai chegar em algum lugar melhor.
Ele não falou, mas quis dizer Libertadores.

Continuação da rodada

Avaí x Flamengo
62 pontos em campo e uma disputa direta contra o fantasma do rebaixamento. O Avaí perdeu na última rodada e o Flamengo venceu. Vanderley Luxemburgo já enfrentou a equipe do Avaí no atual Brasileirão e foi empate em 0 a 0. O jogo é dramático para o Avaí, que na próxima rodada encara o Atlético, em Sete Lagoas.

Corinthians x Atlético GO
Os últimos resultados do Corinthians foram negativos. Dos 12 pontos disputados o Timão conquistou apenas 2. O Atlético Go ainda acredita na permanência da Primeira.
São muitos os desfalques nas duas equipes. Elias faz muita falta aos goianos e Jorge Henrique é a principal baixa do Corinthians. 75 pontos em campo.

Botafogo x Palmeiras
São 85 pontos em campo e dois times muito próximos na tabela. A campanha recente do Botafogo não é boa. Foram 21 pontos disputados e apenas 6 conquistados. Já o Palmeiras vem crescendo a cada dia. O time não joga bonito, mas não perde. Joel Santana e Felipão trocaram elogios por toda a semana. O Botafogo costuima ser asa negra do Palmeiras.

Cruzeiro x Fluminense
103 pontos em campo, no principal jogo da rodada. O Cruzeiro pode assumir a liderança da competição e o Fluminense pode voltar a colocar vantagem. Cuca foi heroi do Fluminense ano passado e agora defende o Cruzeiro.

Goiás x Vitória
Times desesperados lutando contra o rebaixamento. 56 pontos em campo. Antônio Lopes assume o comando baiano e Jorginho ainda tenta estimular a luta nos goianos. O Goiás tem a segunda pior defesa da competição.

Ceará x Guarani
69 pontos em campo. O Ceará dificilmente perde em casa e o só obteve uma vitória fora de casa. A boa campanha bugrina pode estar no fim. Se perder fora de casa, o time de Vagner Mancini se obriga a vencer a próxima partida - contra o Corinthians, em casa.

Inter x Atlético MG
72 pontos em campo e uma invencibilidade desde o início dos pontos corridos. O Galo não vence o Inter, em Porto Alegre, desde 86. Entretanto, os gaúchos continuam cheios de desfalques. Diego Souza e Tardelli desfalcam o Galo.

sábado, 9 de outubro de 2010

São Paulo vai se acertando

É verdade que a sequência do São Paulo não era das mais perigosas, mas também é verdade que o São Paulo melhorou.
O jogo contra o Grêmio Prudente mostrou um São Paulo com dois volantes e dois meias.
Fernandinho e Ricardo Oliveira no ataque.
Lucas desgarrava do meio e Marlos se mexia de um lado para o outro, atraindo a marcação.
Ricardo Oliveira fez o primeiro gol batendo falta.
O time errava passes pelo meio e o Prudente chegou ao empate com Wesley, aproveitando sobra da defesa.
Logo após tomar o gol, o São Paulo fez o segundo. Ricardo Oliveira recebeu passe na entrada da área, a defesa não cortou e ele teve calma para marcar.
O primeiro tempo terminou mostrando um São Paulo eficiente e pouco cerebral.
O time era muito rápido e pouco técnico.
Carpegiani mudou. Carlinhos Paraíba entrou e Fernandão também.
Paraíba poderia pensar e acelerar com a bola.
Fernandão se aproximaria do ataque e principalmente Lucas teria mais espaço com a saída dos dois barbantinhos do time.
Com espaço, Lucas fez ótima jogada. driblou em progressão e, na área, a bola escapou e encontrou Ricardo Oliveira, que aumentou.
O jogo caminhava para o fim, mas Wesley ainda marcou o segundo gol.
O São Paulo parece ter chegado.
Já são 41 pontos. Um time em crescimento e humilhado.
Eu temeria.

Os jogos de hoje - Reta final

O tempo passou e quem não acordou tem o que pode ser a última chance de se levantar na tabela.
O campeonato chega em um ponto em que poucos times brigam pela ponta e vários se sentem incomodados com a falta de pontos que possibilitem a tranquilidade necessária para escapar da reprovação total.
Hoje começa o que pode ser a última reta do Brasileirão.

Santos x Atlético PR
O Santos conquistou um resultado excelente na última rodada e pega um time surpreendente. Os paranaenses não têm um time brilhante, mas conseguiram mudar uma realidade e aparecem à frente do Peixe. São 85 pontos em campo e Sérgio Soares, vice campeão paulista, contra o time campeão de 2010.

Prudente x São Paulo
O desespero pode até não ter tomado conta do ambiente do Prudente, mas talvez a indiferença tenha conseguido. A última goelada tratou de deixar o time itinerante cada vez mais distante da permanência na Primeira. O São Paulo vive novos ares com Carpegiani, que deve ser ousado e colocar Lucas, Marlos, Ricardo Oliveira e Fernandinho em campo. São 59 pontos em campo.

Vasco x Grêmio
79 pontos em campo. O Vasco do diretor Rodrigo Caetano contra seu ex-time. A mística de São Januário entra em campo. Lá, o Vasco joga bem e assusta seus adversários. Entretanto, O Grêmio joga bem dentro e fora de casa. Se o Grêmio confirmar a arrancada, o time passa a falar muito firme em Libertadores.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Cruzeiro x Flu, Corinthians, Galo, Arena, Grêmio e Palmeiras - SUPER de 10/10

A coluna do Jornal SUPER de domingo está aqui.
Nela falo um pouco de mais uma decisão do Brasileirão.
Cruzeiro e Fluminense se enfrentam e brigam pela ponta.
O Corinthians também luta, mas sofre com desfalques importantes.
O jogo do Galo é dos mais difíceis, mas se o time conseguir uma vitória, o astral muda todo e o desespero pode sumir aos poucos.
É bom elogiar quando se faz necessário o elogio. Caso da Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
Eu já tinha desistido de Grêmio e Palmeiras, entretanto, é necessário abrir os olhos para as campanhas dos dois times treinados por gaúchos. Será que dá tempo?




Bom momento para o Cruzeiro

O Cruzeiro tem uma decisão hoje no Parque do Sabiá. O jogo contra o Fluminense representa muito para as pretensões das duas equipes.
O momento do Cruzeiro é melhor. O Fluminense vem de uma derrota daquelas e Muricy ainda tem problemas com jogadores importantes no departamento médico.
O que sempre foi a grande virtude do treinador do tricolor das Laranjeiras, a montagem da defesa, se tornou um pesadelo.
Muricy aposta no vigor físico de zagueiros, que até aparecem bem nas jogadas de bolas aéreas, mas são muito limitados tecnicamente.
O Cruzeiro não pode deixar a defesa adversária respirar. Velocidade e bola no chão são dois segredos contra zagueiros bons apenas no jogo pelo alto.
Se a defesa é um problema para o Fluminense, Conca causa algum temor.
O argentino é um senhor jogador.
Organiza, imprime velocidade, distribui bem o jogo e bate bem na bola. Se ele tiver espaço, o jogo complica. Pensando que o resultado positivo é algo provável, o Cruzeiro assumirá a ponta da tabela.
E a grande notícia é que os principais adversários estão na fase de perder jogadores por contusão, caminho diferente do que o Cruzeiro parece trilhar com as voltas de Gilberto e Wellington Paulista.

Adilson- Enquanto Cuca e Muricy lutam pela liderança no Triângulo, o Corinthians também estará enfrentando o Atlético Goianiense. Entretanto, Adilson tem sofrido muito com a perda de vários jogadores vitais para o bom funcionamento de seu esquema. Jorge Henrique, Dentinho, Ralf, Elias e Chicão são desfalques que ajudam a fazer do forte Corinthians apenas um time comum na reta final.

Galo- A luta do Atlético é outra, mas a intensidade deve ser a mesma. O time mostra mais luta, mais disposição e foi premiado com sete pontos em nove disputados. No entanto, o jogo de hoje é dos mais difíceis. Ganhar do Inter em Porto Alegre não é tarefa fácil para ninguém. Se o Galo conseguir o feito, o time fica com a cabeça erguida para manter a luta contra o desespero.

Estádio- É óbvio que a Arena do Jacaré poderia ser melhor, mas é necessário ter boa vontade também. Quem está dentro tem dificuldade na hora de valorizar, mas conversei com vários jornalistas de São Paulo e todos renderam elogios e pontuaram a necessidade de algumas mudanças. A impressão que tive foi boa e a sensação é de que pode ficar melhor ainda.

Será?- Grêmio e Palmeiras pareciam times mortos no campeonato. Não cairiam e não conseguiriam mais que uma vaga na Sul-americana, no entanto, os dois times conseguiram arrancadas fortes e consistentes na hora certa. Renato e Felipão foram questionados e responderam em campo. Será que dá tempo?

Ela acreditou!

O repórter de O Estado de S. Paulo e comentarista do Sportv, Wagner Vilaron, conversou com a presidenta do Flamengo e trouxe a informação que Patrícia Amorim ficou encantada com os projetos do técnico Vanderley Luxemburgo.
A conversa para o acerto com o treinador durou cinco horas e ela achou que foi tão boa que o tempo passou rápido.
Acho que já ouvi algo semelhante antes.
Vanderley pode fazer um bom trabalho no Flamengo, mas o trabalho dele será muito baseado no lado emocional.
Poucas mudanças em campo e mais estímulo.
Em alguns lugares dá certo, entretanto, é importante destacar que o discurso tem prazo de validade.
Dá resultados, ganha jogos mas não ganha campeonatos.
Para o momento, ganhar uns jogos é tudo o que o Flamengo quer.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Onde está o fantasma do Pacaembu?

O Palmeiras não se sente muito em casa jogando no Pacaembu.
Afinal de contas, o time de Felipão tem estádio e quem utiliza com frequência o Pacaembu é o Corinthians.
Entretanto, a reforma do Palestra fez com que o time tivesse que mudar o endereço.
A nova realidade era que o Pacaembu também seria a casa do Palmeiras.
A localização ajuda e o estádio oferece tudo de bom ao torcedor, mas o Palmeiras não se sentia bem e não vencia.
O time perdia pontos em casa e surpreendia fora de casa.
O fantasma ganhava corpo. Jogando em Barueri, o Palmeiras venceu.
Jogando fora o time vencia com mais força ainda.
Tudo indicava que o fantasma do Pacaembu era uma realidade.
O jogo contra o Avaí poderia ser o "Ghost Buster" e foi.

O jogo

O início da partida mostrou um Avaí mais ligado e aberto pela direita.
Gabriel Silva sentia e embolava pelo meio.
O Palmeiras jogava distante.
Defesa longe do meio e o ataque muito distante.
Aí entra a qualidade na jogada de bola parada com Marcos Assunção.
O volante bateu falta e Valdívia desviou para o gol.
O Palmeiras já havuia falhado duas vezes em escanteios e falhou a terceira.
Roberto aproveitou uma sequência de falhas e empatou.

O segundo tempo teve a cara de Valdívia.
Márcio Araújo fez boa jogada pela direita e tocou para Valdívia, que bateu de fora da área e fez um belo gol.
O Avaí sentiu o drama e árbitro errou.
Rivaldo recebeu a bola e penetrou, na hora de bater foi travado e o juizão deu pênalti.
Kléber bateu e Zé Carlos defendeu.
O goleiro poderia ter sido herói e se tornou vilão.
Assim que defendeu a cobrança o jogador deu um tapa em Kléber e foi expulso.
Para complicar ainda mais, a agressão resultou em outro pênalti.
Kléber, agora sim, aproveitou a cobrança.
O Avaí tinha uma diferença a ser tirada no placar, toda a pressão da proximidade da zona de rebaixamento e um atleta a menos em campo.
Aos 24, Gabriel Silva bateu de longe e acertou o ângulo.
4 a 1 no placar e fantasma afastado.
O próximo jogo do Palmeiras é contra o Botafogo, time que sempre joga bem contra os verdes, será que outro fantasma está por perto?

Os jogos de hoje

A rodada 28 será completada hoje com mais três partidas.
Vamos a algumas curiosidades.

Palmeiras x Avaí
São 68 pontos em campo. O Palmeiras vive o êxtase de não conhecer derrotas há algum tempo. São três vitórias e um empate. Danilo é desfalque. O Avaí, treinado por Edson Santos, tem nove desfalques. Apesar de os últimos resultados terem sido favoráveis, o Palmeiras tem a mística de não jogar bem no Pacaembu.

Flamengo x Atlético-GO
São apenas 56 pontos em campo. O Fla de Luxa contra outro rubro-negro. Luxemburgo é a grande atração da partida. Questionado e aparentemente ultrapassado, o treinador volta ao clube de coração. Os goianos lutam contra o rebaixamento.

Goiás x Cruzeiro
73 pontos em campo. O Cruzeiro tem reais chances de se fixar na ponta da tabela. Fluminense e Corinthians ajudaram e o time de Cuca pode encostar cada vez mais. O Goiás já foi treinado por Cuca. Em 2003, o atual treinador do Cruzeiro fez ótimo trabalho e tirou o Esmeraldino da zona de rebaixamento.

A Arena do Jacaré

Sem Mineirão e sem Independência a bola de segurança para os clubes de BH foi a Arena do Jacaré.
Logo nos primeiros jogos as críticas choviam de todos os lados.
Era gramado, condições de trabalho para a imprensa, distância, preço e tudo o que a criatividade permitisse reclamar.
Sei que várias críticas eram pertinentes, entretanto, é necessário repensar e lutar contra o rótulo.
Trabalhei ontem em Atlético x Corinthians e saí com a melhor impressão possível.
Às vezes o distanciamento ajuda a nos fazer enxergar que a Arena mudou e melhorou muito.
As posições de transmissão de rádio são largas e adequadas.
Fui muito bem atendido na lanchonete.
Toda a equipe elogiou no ar.
É certo que não estávamos no Emirates, mas é bom valorizar.

O que parecia um milagre está logo ali e o que parecia um título...

Atlético e Corinthians entraram em campo com objetivos distintos, mas com desfalques sérios.
Daniel Carvalho, Diego Tardelli e Réver eram os principais ausentes no Galo.
Jorge Henrique, Ralf e Elias as baixas que quebravam o esqueleto do Timão.
O Corinthians ainda podia comemorar a volta de Dentinho aos gramados.

Bola rolando e o Galo começou melhor com Diego Souza jogando bem e chamando Serginho e Diego Macedo para as jogadas ofensivas pela direita.
Para complicar a coisa para o Corinthians, Dentinho se machucou ainda com menos de 10 minutos.
Danilo foi para o jogo e, mais aberto pela esquerda, segurou Diego Macedo.
A agressividade no setor determinou um erro estratégico do Corinthians: Jucilei, que é destaque da equipe, foi secretário do Roberto Carlos. A opção pelo desarme comprometeu a saída do volante.
O ímpeto atleticano foi cedendo espaços e o Corinthians criou corpo em campo.
As inversões rápidas faziam o Atlético correr atrás da bola.
Em uma inversão rápida da esquerda para a direita, Alessandro cruzou e Paulinho fez o primeiro gol do jogo.
Visivelmente mais lento e com sobrecarga física, Ricardinho foi substituído por Renan Oliveira - ainda no primeiro tempo.

Segundo tempo e virada

O resultado parcial dava a liderança ao Corinthians e obrigava o Galo a bater o Inter, em Porto Alegre.
Entretanto, o segundo tempo se desenhou de forma totalmente diferente do primeiro.
Com mais pegada e jogando o Corinthians para o campo de defesa, o Galo teve mais posse de bola ofensiva e concluiu mais.
Diego Macedo foi substituído por Obina.
Serginho foi para a direita e o Galo jogou com dois meias: Diego Souza e Renan Oliveira.
Roberto Carlos saiu e Leandro Castan formou um trio de zagueiros.
Aproveitando escanteio batido por Serginho, Werley subiu muito e fez o gol de empate.
O Corinthians sentiu e recuou.
A torcida acordou e empurrou.
O segundo gol saiu depois de cobrança de falta batida por Serginho e cabeçada de Zé Luis para o gol.
O gol foi um prêmio para Zé Luis, que tomou conta do meio de campo no segundo tempo.

Projeções

O objetivo de fugir do rebaixamento parecia distante, mas agora é real.
O Atlético não deu show, mas ganhou de um time que seria líder se vencesse.
Vitórias assim não somam apenas três pontos. Vitórias assim resgatam confiança e deixam os adversários inquietos e apreensivos. O Galo transfere o drama para outros.
O Corinthians sentiu muito a ausência de sua espinha dorsal.
Elias faz muita falta ao time e Adilson é refém do esquema.
O campeonato ainda está aberto, mas o drama vai aumentando a cada rodada.

Recuperação do Galo, treinadores, Cruzeiro e reta final - Coluna de O TEMPO

Segue a coluna do Jornal O TEMPO de 08/10.

A possível recuperação do Atlético é um dos temas abordados.
Dorival Jr. não tem o currículo de Luxemburgo, mas conseguiu algo que o ex-treinador não conseguia.
A discussão é pertinente. Treinador de futebol não é mágico, é preciso ver problemas e propor e apontar caminhos.

O campeonato de 2010 ficou até um pouco parecido com o de 2009.
Os líderes faziam de tudo para entregar até que o Flamengo aceitou e se tornou campeão.
A reta final coincide com um espaço maior para o trabalho com os jogadores. O time que melhor aproveitar e conseguir recuperar mais jogadores do Departamento Médico pode assumir a ponta. O momento é propício para quem estiver bem - é reta de chegada!


Novos tempos?

Os números indicavam que a recuperação do Atlético seria quase um milagre.
As contas não batiam e era difícil achar o caminho para escapar do desastre. Entretanto, a vitória emblemática contra o Atlético Goianiense poderia indicar um ânimo novo.
O próximo adversário seria o Corinthians, time que liderou boa parte da competição e visivelmente mais encorpado que o Galo. E não é que o Atlético venceu?
A sequência mínima de vitórias já serviu para fazer o time enxergar que a fuga da zona de rebaixamento pode não ser um drama.
É certo que o próximo confronto é complicadíssimo, mas a sensação que passa é que o Atlético não entra em campo derrotado como entreva antes.
O Inter é melhor, mais arrumado, mais equilibrado, no entanto, parece que o Atlético parou de perder de véspera. Muito da melhora do time na tabela é em função da mudança no comando técnico. O sucesso, o currículo, o projeto e a pompa de Luxemburgo não deram em nada.
Dorival, com cara de apreensivo, melhorou o ambiente e os resultados chegam aos poucos.
É cedo ainda e o caminho reserva desafios enormes, mas o que parecia ser impossível se mostrou perfeitamente aceitável.

Técnico- Quando um time contrata Vanderley Luxemburgo é certo que aposta em um passado cheio de títulos e glórias. No entanto, o passado não entra em campo e a exigência deve ser máxima. O currículo do treinador só vale para ele ser bem remunerado. Acreditar que de uma hora para outra o papo fácil vá resolver o jogo e fazer gols é um erro.

Prático- É difícil afirmar qual equação forma um time vencedor. Entretanto, é muito fácil garantir que o bom relacionamento com o grupo de jogadores é um fator muito representativo no resultado final. Vanderley Luxemburgo não conseguiu fazer o grupo de jogadores se unirem em torno do desafio e o time caminhava firmemente para a segunda divisão.

Cruzeiro- O campeonato se tornou muito parecido com o do ano passado, quando os líderes entregavam pontos para os adversários e ninguém parecia ter forças para levantar a taça. O Cruzeiro está na briga. O jogo do final de semana é um confronto direto e se tornou mais importante que o normal. Ganhar do Fluminense tem um peso especial na luta pela ponta.

Calendário- A próxima semana já marca o fim dos jogos de meio e final de semana. Cuca vai ter a oportunidade de descansar a equipe e de trabalhar, com tempo maior, detalhes e situações de jogo. A recuperação clínica e física de jogadores pode oferecer aos treinador mais variações para jogos decisivos da reta final da competição.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pré de Galo x Corinthians

O Corinthians deve chegar em cima da hora. O time sai do Hotel Ouro Minas perto de 19 horas e leva 1 hora e pouco para chegar ao estádio.
O treinador quer chegar e ficar pouco no vestiário. O objetivo é chegar e aquecer para a partida.

Sem Ralf e Elias a tendência seria vermos um time com esquema diferente: dois meias e dois volantes, mas não acredito que Adilson vá abrir o time.
É bem possível que Moacir ou Edu façam a função de primeiro volante.
Jucilei deve dar uma força a Roberto Carlos pela esquerda e Paulinho vai pela direita.
Dentinho deve ir para o jogo.

Apenas 192 ingressos foram destinados aos torcedores corintianos. Segundo o Atlético, a Polícia Militar exigiu, por questões de segurança, que a torcida do time paulista ficasse em um setor com limitação de espaço para 192 pessoas.
O Atlético pode ter Diego Souza no meio ou no ataque.

Ricardo Bueno deve ser titular ao lado de Neto Berola ou de Diego, se ele for adiantado.
Renan Ribeiro continua com prestígio no gol e Lima será o companheiro de Werley na zaga.
Apita o jogo o conterrâneo de Adilson Batista, Evandro Rogério Roman.

Rodada 28 - Os jogos de hoje

Algumas curiosidades sobre a rodada 28. Depois dela só 10 rodadas. Mais do qie nunca estamos na reta final mesmo.

Fluminense x Santos
O grande responsável pela virada heróica do Flu em 2009 volta ao combate. Fred, depois de muito tempo, estará à disposição no banco de reservas. O Santos tem como novidade Alan Patrik como titular. Em campo estarão 81 pontos.

Guarani x Botafogo
A situação do Guarani é confortável, mas é perigosa. Contraditório? O Guarani sempre foi apontado como provável rebaixado e fez bela campanha, mas não é um time seguro e confiável. Do outro lado está o Botafogo, time que já almejou a ponta da tabela e que está cheio de desfalques. As laterais serão improvisadas, o que pesa na equipe de Joel. São 75 pontos em campo.

Grêmio x Prudente
60 pontos em campo e situações bem diferentes. O Prudente ameaça dar os últimos suspiros e o Grêmio vem em uma arrancada incrível. Entretanto, os melhores resultados gaúchos foram conquistados fora de casa. Será?

São Paulo x Vitória
66 pontos em campo e Paulo César Carpegiani estreandro contra um ex-clube. O Vitória vem cheio de mudanças e desfalques. Ramon deve ser barrado e Elkesson vetado.

Atlético x Corinthians
74 pontos em campo. O Galo precisa do resultado para dar um alento ao torcedor na luta contra o rebaixamento. O Corinthians tem Adilson Batista, que tem ótimos números contra o Galo. O jogo também é marcado pelos desfalques dos dois lados. O Galo perde Réver, Tardelli e Daniel Carvalho e o Corinthians não terá a força de Elias no meio e a movimentação de Jorge Henrique.

Ceará x Inter
O Ceará tem o time de maior média de idade e o Inter também está cheio de problemas para hoje. O Vozão conseguiu um empate contra o Corinthians e vive o drama de sentir que o rebaixamento nao está tão longe. Para o Inter o resultado pode servir como motivação ou desânimo para o restante do campeonato.

Atlético PR x Vasco
O Furacão perdeu seu treinador e recebeu Sérgio Soares e o Vasco vem lutando bravamente com a equipe mais jovem do torneio. Desde a inauguração da Arena da Baixada o Vasco nunca venceu o adversario de hoje em jogos do Brasileirão.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Corinthians joga sem o homem de confiança do treinador

Jorge Henrique está fora do jogo contra o Galo e possivelmente de muitos outros jogos no Brasileirão.
Jorge pode até não ser o artilheiro da equipe ou não representar a figura do líder em campo.
Entretanto, Jorge Henrique é o escudero fiel do treinador.
Com ele, Adilson fecha o meio de campo.
Bruno César atua pelos lados e os volantes crescem pelo meio.
É difícil falar como o Corinthians vai para o jogo.
O certo é que Jorge Henrique e Elias são responsáveis diretos pelo sucesso do time no comando de Adilson.
Jucilei pode sair um pouco mais com Paulinho e Danilo pode fazer duas funções em campo.
Mas o esqueleto da equipe será diferente e o time pode sentir mais que o normal.
É verdade que Dentinho está na delegação e pode exercer a função de Jorge, mas sem jogar há 13 rodadas é mais que normal Dentinho sentir falta de ritmo de jogo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Jogadores atribuem ZR ao clima com Luxemburgo

Diego Souza hoje falou que a chegada do técnico Dorival Júnior já transformou o ambiente do Galo.
A palavra do jogador, que chegou para ser a salvação, são diferentes das declarações do antigo treinador, mas batem direitinho com o que ouvi de três personagens que viveram o Atlético de dentro.
Como não quero que eles passem pela vingança do ex-treinador, prefiro não revelar os nomes, mas conto com a imagem positiva que sei que o leitor percebe em mim.
Um ex-jogador do elenco de 2010 hoje me falou que o clima nunca foi bom.
Os jogadores conhecem Luxemburgo e não confiam mais nele.
Aos poucos, com os jogos iniciais, alguns já viram que Jonílson e Carlos Alberto não gozavam do respeito do treinador.
Ao final do Mineiro, o circo já estava montado e o time não. Os atletas já sabiam que o treinador trocaria 6 por bem menos que isso.
Outro jogador, que está no elenco atual, falou que ninguém mais suportava o treinador e acredita que o time ainda vai escapar do rebaixamento.
Outra pessoa que vive o Atlético diariamente ouviu dos jogadores que o treinador perdeu a sensibilidade e sempre tratou os jogadores com ofensas.
Juntando uma peça daqui e outra dali, fica muito claro que o grande responsável é o ex-treinador.
A direção também errou em não perceber o que se passava.
Entretanto, uma das pessoas citadas acima me garantiu que Luxemburgo usava e abusava de tentar convencer o presidente Kalil de que estava no caminho certo e ele quando resolve argumentar...sai de baixo!
Para o bem do Atlético Kalil acordou. O que ninguém sabe é se acordou tarde demais.

Alguns amam Carpegiani

O anúncio do nome do novo treinador do São Paulo causou euforia em alguns.
Muitos acreditam que Carpegiani vá conquistar títulos, vá dar uma "cara" ao time etc.
Quando olho para o currículo dele e relembro os trabalhos mais recentes, sinceramente, não consigo entender como ele está no São Paulo.
Ninguém vai tirar os méritos dele como treinador campeão mundial, brasileiro e da Libertadores. Entretanto, vale lembrar que já se passaram 20 anos e depois o treinador foi pouco consistente.
É certo que ele treinou o Paraguai na Copa de 98, mas Lazaroni também treinou o Brasil em 90.
Carpegiani foi dono do RS Futebol Clube e é empresário de alguns jogadores, ou seja, nem o distanciamento necessário ele tem atualmente.
O ótimo trabalho no fraco Atlético Pr poderia servir como credencial para a chegada no Tricolor.
Mas pensando assim, fica bem claro que trata-se outra aposta e nada mais.

E a reciclagem, profexô?

Vanderley Luxemburgo viveu alguns minutos com os pés no chão.
Ao ser demitido do Atlético, Luxa cogitou a possibilidade de fazer uma reciclagem.
Refletir, parar para enxergar os erros, tudo que uma pessoa comum precisa fazer com certa frequência.
Afinal de contas, Luxemburgo sempre se disse vencedor e a passagem pelo Atlético era uma mancha em seu currículo.
Entretanto, cada segundo que passa fica mais forte o nome dele como próximo técnico do Flamengo.
Será que a reciclagem já acabou?
Será que ela nunca começou?
Movido pelo desafio e motivado pelos holofotes lá vai ele.
No Fla ele vai inventar um projeto, dispensar Corrêa e traumatizar mais uma torcida.
Boa aula, profexô!

domingo, 3 de outubro de 2010

Luxa no Flamengo é solução ou assombração?

E o twitter não para!
Pelo que leio o Flamengo vai trocar o duvidoso pelo duvidoso e meio.
Parece que Silas vai descansar e Luxemburgo vai ganhar mais dinheiro.
O treinador que poderia rebaixar o Galo, agora teria a chance de fazer o clube de seu coração escapar do desespero. Será?
Luxemburgo viveu um ano de 2010 colecionando derrotas.
Perdeu a simpatia de uma torcida que acreditou tanto e hoje nem quer ouvir falar nele.
Luxa perdeu o respeito de uma outra torcida quando fez gestos no clássico, que aliás, ele perdeu também.
Ganhou o Mineiro e perdeu o parâmetro quando desfez um time razoável para criar um fraco.
Luxa chegou até a perder a vaidade. Deixou o terno de lado e deixou a barba por fazer.
Em busca do tempo também perdido apostou no discurso emocional com os jogadores.
Perdeu o cardápio de desculpas e disparou culpas para a fome, o pão, a manteiga e algo mais sem sal.
Kalil acordou e ele perdeu o emprego.
Agora é o Flamengo?
Vanderley Luxemburgo não perde o que ele já conquistou.
O currículo ainda é vencedor.
Seus feitos serão lembrados sempre e dele ninguém tira.
Entretanto, a imagem dos dias de títulos está apenas na memória.
Quando um homem só busca o passado como cenário do presente é que talvez ele tenha perdido também a referência, além do bonde da história, da auto-estima, da sabedoria, do discernimento, do foco...

sábado, 2 de outubro de 2010

Tecnicamente fraco e matematicamente bom

É verdade que o Galo teve 65% de posse de bola, mas também é verdade que tecnicamente o jogo foi fraco.
Em um primeiro momento achei o Atlético tenso.
Tenso a tal ponto de fazer várias faltas na entrada da área e em uma delas o Atlético GO marcou o primeiro gol.
Logo depois de sofrer o golpe, o time tentou sair mais e achou espaços nas costas do Thiago Feltri.
Por ali Serginho cruzou e Diego Souza empatou.
A tensão se transformou em empolgação.
O time tentou acreditar e jogou no campo de ataque.
Depois de perder chance clara de gol em cobrança de falta, o Galo cedeu o contra-ataque e dele o segundo gol.
Da tensão para a empolgação e daí para a apreensão.
A sensação que o time passava era de abatimento.
Tinha posse de bola, mas não concluía.
Faltava confiança.
Se existe algo que parece ter sido roubado do Galo é a confiança.
Incrível como o que pode ser um lance de gol vira um passe errado.
Quando apenas um erro dos goianos poderia dar alento ao Galo, Réver tratou de reacender a chama da vitória.
O zagueiro, que desfalca o Galo em momento impróprio, deu uma bicicleta linda e fez o gol de empate.
O abatimento se transformou em luta.
Ainda mal em campo o Galo lutou até o final e foi premiado.
Diego Souza deu belo passe para Renan Oliveira, que limpou o goleiro e achou Ricardo Bueno em condições de marcar.
Ainda demorou a entrar, mas entrou.
Há muito tempo que a era de jogar bem acabou, era necessário vencer.
O time chegou a dominar, mas o Galo tem muita dificuldade.
A luta só foi substituída pelo alívio estampado nos sorrisos dos jogadores.
A caminhada ainda é longa e complicada.
Os adversários da semana são candidatos ao título e o Galo tem que pontuar.
É vida dura, mas ainda é vida.