sábado, 7 de novembro de 2009

No G 4

O Cruzeiro ajudou a sepultar o Sport. A situação do Leão passou a encaixar na gaveta da "Questão de Tempo". Quem viu o início do jogo percebeu que o Sport se armou direito. Hamilton fez um terceiro zagueiro e Andrade funcionou como primeiro volante. Fabiano e Adriano Pimenta se tornaram meias e o avanço pelas laterais se deu mais pela direita, com Moacir. Arce saía da área e abria espaço. O início do Sport foi muito bom e o Cruzeiro demorou a encaixar a marcação. Preço? Dois gols. O primeiro, irregular, evidenciou a movimentação rápida dos pernambucanos. Wilson fez também o segundo. Outra vez toques rápidos e Adriano Pimenta achou o atacante Wilson na cara do Fábio. Era inteligente o Sport e passivo o Cruzeiro. Adilson percebeu que alguém teria que enquadrar os meias e Henrique foi para o abate. Fabrício alternava com Jonathan e Gilberto foi sacrificado na armação e apertou no combate, entretanto, o gol maracado por Thiago Ribeiro serviu como um iceberg no fogo do Sport. Para ter uma ideia do impacto do gol azul no elenco pernambucano: cinco vezes havia chegado o Sport e o Cruzeiro duas. Depois do gol azul o Sport não chegou mais e o Cruzeiro chegou mais nove vezes no primeiro tempo. O primeiro tempo terminou assim. Vantagem no placar para o Sport e vantagem emocional imensa do Cruzeiro.
A virada foi previsível e construída com técnica, tática e cabeça no lugar. Enquanto o Sport abusava da pancada o Cruzeiro girava a bola. O segundo gol foi até parecido com o primeiro. Jogada de bola parada para a área e Leonardo Silva empatou. Quatro minutos depois do empate o desespero tomou conta do Leão. Andrade recebeu o segundo amarelo. Obviamente que o golpe de mestre seria abrir a marcação e jogar em cima do desespero. Sem ter função em campo Diego Renan saiu e Guerrón entrou. Abriu a marcação. Alta velocidade e posse de bola. O desespero tomou conta do Sport. A euforia se transformou em depressão. O terceiro gol saiu com um lance de jogadores que estavam ligados, pensando a partida. Henrique não fez hora para bater um lateral e achou Wellington Paulista bem posicionado. W. Paulista não quis brincar de artilheiro e serviu. Percebeu o equatoriano fechando e só rolou para ele marcar.
Assim fechou o placar. O discurso derrotista da semana passada novamente cai por terra. Se o Cruzeiro bobeou com o Flu, também foi a Porto Alegre e bateu o Colorado. Quantos fizeram o mesmo? Campeonato é perder, ganhar e empatar. É dinâmico. O Cruzeiro mostra que tem consistência e poder de superação.

Leonardo Silva
Várias vezes L. Silva passou aperto com a insegurança de Gil. Fez o gol do empate e foi firme no desarme. Mais que o gol, pesa a presença do líder em campo. Sereno e sério. Na minha opinião foi o melhor da partida.

4 comentários:

Rafael disse...

Agora o efeito do 'perigoso placar de 2 a 0' foi a favor dos celestes.. ha ha.. Mas, o combalido elenco do Cruzeiro atualmente conta com 2 zagueiros e 3 atacantes no time profissional! Isso é de impressionar! Enfim, o grupo vai se superando e seguindo na luta pelo G4.

Blog do Marra disse...

Valeu, Rafael!
É agora vale muito mais o coração, a doação.
Abraço,
Mário Marra

Nelson Oliveira disse...

Oh meu CRUZEIRO me enche de orgulho, é o líder do returno disparado, fez uma linda homenagem ao Sorin. E se conseguirmos aliar a técnica e garra do time com um objetivo, nada vai nos deter.

Como todo cruzeirense, não há uma saída a não ser acreditar e apoiar pois o G4 é possível !!!!

E Marra, parabéns pelo Blog, tem quase um mês que comecei acompanhar as notícias pelos blogs de jornalistas mineiros, e acho bem melhor, pois leio e ainda posso deixar minha opinião. Obrigado pelo espaço.

Blog do Marra disse...

Olá, Nelson!
Obrigado pela força.
O espaço é seu.
A campanha do Cruzeiro no returno é campanha de campeão. Acho difícil o título, no entanto, a Libertadores é bem real.
Abraço,
Mário Marra