domingo, 1 de novembro de 2009

Tropeço sim, queda não

O Fluminense não perdia desde o início de outubro. O Cruzeiro tinha pela frente um time com uma boa campanha de recuperação, entretanto, para afastar o fantasma das Laranjeiras o líder do returno se impôs no primeiro tempo. Parecia até estar em uma rotação acelerada. Aos doze saiu o primeiro gol. Feito com a cara do Cruzeiro. De pé em pé, sem desespero e fruto de entrosamento e velocidade. O segundo foi aos 30 e marcou a vitória pessoal. Wellington Paulista voltava de contusão e acabara de perder um pênalti, com técnica e em progressão, ele driblou para dentro e bateu de esquerda com muita qualidade. Fabrício foi um destaque nos primeiros 45 minutos, mas o Fluminense ainda respirava.
Cuca mexeu duas vezes no intervalo. Digão fez um terceiro zagueiro e Tartá trouxe pulmão ao meio pela esquerda. Mais que as modificações o Flu mostrou um Conca buscando espaço. O baixinho argentino passou a ocupar a faixa de campo de um volante, no entanto, sem a responsabilidade que a função de exige. Ele apenas queria o espaço e, de onde estava, do meio recuado, ele passou a comandar a partida. Um esticão e outro e muita técnica. Aproveitando um espaço que não deveria existir e insistia em existir, Gum fez o primeiro gol. Mostrando tudo o que estamos cansados de saber, Fred recebeu um ótimo lançamento no meio da defesa de Conca e fez o gol do empate. O terceiro veio em jogada de aproximação pela direita, de novo, e Fred fez e não comemorou. Quando Cuca esticou Tartá pela esquerda, automaticamente, Maicon foi esticado também para a direita e permaneceu por lá. A presença de Maicon incomodou as subidas de Diego Renan e matou a saída de bola com qualidade. Se Ávine foi a mina contra o Santo André, Maicon abusou das costas de Diego Renan. Os treinadores mexeram, tentaram, e deu no que deu. Aí existe um ponto para reflexão: é fácil culpar o treinador, no entanto, enquanto Ricardo Gomes pode colocar Marlos, Borges e etc, Adilson tem que lançar o menino Eliandro como salvador. É justo? Alguém até poderia lembrar que Eliandro salvou contra o Santo André, mas o argumento não é válido. Estamos falando de Cruzeiro! Adilson vai pagar toda a conta? Penso que a recuperação na tabela se deve muito ao conjunto (mérito do treinador), entretanto, uma hora a competição exigiria um algo a mais do banco de reservas. Exigiu.
É importante destacar que o time carioca paga muito mais pelos erros administrativos que pelos jogadores que têm. Alguém lembrou de dar uma olhada para o campo quando o árbitro encerrou o jogo? Abraçados, os tricolores comemoraram muito. Os jogadores do Fluminense estão se superando e mostram que ainda existe ar na Primeira para respirar. Cuca mostrou o que representou a partida. Ele disse: "Foi uma vitória das mais importantes da minha carreira".

4 comentários:

Igor Sausmikat disse...

Marra você não achou que simplesmente o Cruzeiro achou que a partida estava ganha e subestimou o Flu pela a forma que recuou na segunda etapa?
abraço e parabéns pelo o blog!
Igor

Rafael disse...

Concordo com vc Marra. O elenco desmantelado do Cruzeiro finalmente sucumbiu! O Adilson conseguiu remontar um bom meio
de campo, mas os constantes desfalques no ataque a na defesa foi o que determinou a derrota de ontem. Não acredito em vaidade
ou salto alto como andam dizendo, acho que a causa da derrota foram os desfalques por parte do Cruzeiro e a aplicação
e competência, por parte do Fluminense. Resta reestabelecer a confiança no jogo contra o Sport, pois o time deverá estar 'completo' (voltam Tiago Ribeiro e Leonardo Silva).

Blog do Marra disse...

Olá, Igor!
Um ou outro jogador pode até subestimar, mas todo o grupo eu não creio. Na minha opinião o que prevaleceu foram as mudanças e alterações de posicionamento da equipe. Forte abraço.
Muito obrigado pela força.
Mário Marra

Blog do Marra disse...

Fala, Rafael!
Uma hora a coisa ia ficar clara. É muita venda e pouca reposição. Abraço,
Mário Marra