sábado, 22 de maio de 2010

No Palestra, o futebol mostrou mais uma de suas surpresas

Os times são conhecidos como Palmeiras e Grêmio.
Entretanto, pelos acontecimentos envolvendo os dois adversários, poderíamos trocar os nomes deles pelo que eles representaram para as suas torcidas nas últimas semanas: Depressão x Decepção.
O Palmeiras seguia mergulhado em uma bagunça sem fim. O treinador brigou com um jogador e os dois foram demitidos. Pior, muito pior, que placar de 0 a 0, contra o Vasco, foi aquilo que chamaram de exibição da equipe. Dava pena!
Saiu Antônio Carlos Zago e entrou Parraga.
O Grêmio viveu o êxtase de bater o Santos, depois de uma virada sensacional e depois caiu, impotente, perdendo para o mesmo Santos a vaga na final da Copa do Brasil.
Pior, muito pior, que o placar de 3 a 1 para o Santos, foi a sensação de que a imortalidade não havia sido suficiente.
No Palestra estavam os dois. Depressão x Decepção, Palmeiras x Grêmio.
E o jogo foi muito bom.
O Grêmio tomou a iniciativa e pressionou o Palmeiras, que começou a mostrar que tinha uma jogada rápida de contra-ataque preparada.
Não deu outra.
Cleiton Xavier tocou para Rodrigo falhar e a bola sobrar para Éwerthon marcar 1 x 0, para o Palmeiras.
O técnico Jorge Parraga acertou o posicionamento defensivo e buscou liberar Vitor, pela direita.
O segundo gol saiu também com Éwerthon, que parecia estar em posição irregular.
Na saída, quase saiu o terceiro do Palmeiras e o terceiro do Éwerthon.
A imortalidade gremista foi novamente chamada e Leandro tocou para Jonas marcar.
Perto do fim do primeiro tempo duas situações mudaram o jogo.
Marcos Senna e Douglas foram expulsos e Léo foi substituído por contusão. Em seu lugar entrou o zagueiro Maurício Ramos.
Logo no início do segundo tempo, Fábio Rochemback bateu uma falta lateral na cabeça de Hugo, que empatou.
O Palmeiras voltava a viver seu drama. Abrira dois gols de vantagem e o Grêmio buscou o empate.
Incrível, mas o time de Parraga não pareceu desesperado ou abatido.
Com velocidade e Vinícius e Éwerthon abertos, o Palmeiras voltou a dominar a partida.
Maurício Ramos, que havia entrado no lugar de Léo, fez o terceiro.
Em clara opção pela velocidade e pelos contra-ataques, o quarto gol saiu com Cleiton Xavier aproveitando passe de Vinícius.
Dá para entender?
O deprimido Palmeiras encarou o Grêmio. Manteve a vantagem, mesmo após ver o time gaúcho empatar?
Alguém vai tentar explicar?

Um comentário:

REGINALDO disse...

Belíssimo jogo de futebol. Muito rápido. E que s dirigentes do Palmeiras deicdam rápido se ficam com o interino ou contratam alguém de peso , mas com planejamento longo. Senão, vira a mesma palhaçada do ano passado...Difícil mesmo é agradar à Turma do Amendoim e às facções xiitas da torcida verde. Poucos treinadores conseguiram isso nos útimos 15 anos. Um nome conseguiu: Scolari