segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Santos foi uma surpresa agradável

Durante a semana, lendo qual seria a provável escalação do Santos, fiquei preocupado com o futuro do time de Dorival Júnior. O que mais me impressionava era a possível falta de qualidade na saída de bola. Quem conduziria a bola? Quem faria a transição? Como a bola chegaria ao setor da inteligência? Perguntas que ficavam sem resposta. Pela direita, até seria possível imaginar as saídas com George Lucas, entretanto, alguém teria que se apresentar para dar uma força e o correto seria esperar um apoio por parte dos volantes. Aí é que mora o perigo! Roberto Brum e Rodrigo Mancha?! Pela esquerda, o jogador pré-escalado era Pará. Desisti de pensar nele. Seria óbvio que ele não faria transição alguma. Paulo H. Ganso teria que voltar um campo todo para buscar a bola? O que eu vi em campo foi um time compactado, solidário, forte na aproximação e na movimentação. O Santos fez uma clara opção pela bola no chão, bem trabalhada e valorizando as características técnicas individuais dos seus principais jogadores. Para facilitar ainda mais o serviço santista, logo aos 2 minutos, Paulo H. Ganso já acertou um chutaço de fora da área e fez o primeiro gol. O Rio Branco teria que se abrir um pouco mais. O Santos nem se importou com o problema do time de Americana. Fez a bola rolar, usou técnica, velocidade e movimentação. Conclusão: 4 a 0 e um bom futebol em campo. É certo que o adversário é fraco, que deu espaços, que não viu a bola. No entanto, também é certo que o Santos impôs o seu jogo.

Um comentário:

Efigenio disse...

Ouvi seu comentário antes do jogo e vi que és uma pessoa democrática pois tinha uma opinião antes e depois que viu a molecada jogar mudou de idéia. Não importa se o adversário era fraco, em 1982 o Brasil só ganhou de babás(Escócia,URSS roubado e Nova Zelândias da vida) e como ganhou bem é decantada até hoje. Ganso, Neymar, Breitner e Wesley vão dar o que falar. Abraços.